
recebida por mail
Servem para uma mudança de rumo, apenas um desvio ligeiro na direcção tomada inicialmente ou uma transformação radical do caminho que estamos a seguir. Colocam-nos opções diversas, armadilhadas umas, inocentes as outras, ali a olharem para nós, à espera. De uma decisão. Que nunca é fácil.
Servem também para testar coragem e cobardias, o arrojo no assumir do risco ou a acomodação contida na opção simples de fazer meia volta e volver.
Há encruzilhadas de aspecto tenebroso, com carreiros escuros ladeados de arbustos selvagens que mal deixam ver o caminho, relances de olhos vermelhos a surgir por entre a folhagem, ameaçadores. E ao lado uma estrada larga, almofadada de nuvens fofas e com horizonte azul a perder de vista. Parece simples, a escolha. Mas nenhuma nos mostra o fim do caminho.
Nenhuma nos deixa ver a imagem de nós em cinemascope, depois de concluída a travessia. Se rimos, felizes e serenos porque aquela foi a escolha acertada, se nos encolhemos como animais indefesos porque caímos na espiral armadilhada da desgraça.
E ali estamos, estáticos, no centro dos caminhos cruzados. Impulsivos na busca do objectivo que tanto perseguimos mas temerosos com a perspectiva de errar, egoístas quando decidimos dizer "esquerda", cautelosos e altruístas em nome de outros se optarmos por afirmar "direita".
É nestas alturas que eu gostava de acreditar num Deus, Entidade ou Ente, capaz de me indicar com fogo de artifício, o caminho da felicidade.
Servem também para testar coragem e cobardias, o arrojo no assumir do risco ou a acomodação contida na opção simples de fazer meia volta e volver.
Há encruzilhadas de aspecto tenebroso, com carreiros escuros ladeados de arbustos selvagens que mal deixam ver o caminho, relances de olhos vermelhos a surgir por entre a folhagem, ameaçadores. E ao lado uma estrada larga, almofadada de nuvens fofas e com horizonte azul a perder de vista. Parece simples, a escolha. Mas nenhuma nos mostra o fim do caminho.
Nenhuma nos deixa ver a imagem de nós em cinemascope, depois de concluída a travessia. Se rimos, felizes e serenos porque aquela foi a escolha acertada, se nos encolhemos como animais indefesos porque caímos na espiral armadilhada da desgraça.
E ali estamos, estáticos, no centro dos caminhos cruzados. Impulsivos na busca do objectivo que tanto perseguimos mas temerosos com a perspectiva de errar, egoístas quando decidimos dizer "esquerda", cautelosos e altruístas em nome de outros se optarmos por afirmar "direita".
É nestas alturas que eu gostava de acreditar num Deus, Entidade ou Ente, capaz de me indicar com fogo de artifício, o caminho da felicidade.
Comentários
Mas olha que não me parece tanto uma questão de coragem e cobardia mas antes de bom senso ou ousadia.
Não tens um Deus, mas sabes que podes contar com o esqualo para te amparar nalguma queda e para fazer de grilo falante quando embicas à toa...
Calma, que pior do que uma encruzilhada cheia de opções é um beco sem saída resultante de uma escolha precipitada.
Brigada "deus" esqualo mas a minha encruzilhada não tem assim muitas opções, é mais "sim" ou "sopas"...;-)))
Daí a neura...
Aí reside o grande mistério da Vida: ninguém sabe o que vem depois e SE vem. E este receio é que nos faz buscar uma explicação que sabe que não virá e aí as religiões deitam e rolam...Tem gente que dá uma de D.Quixote até o final da vida, depois vira Scoobi-Dou...