três décadas depois, o nosso rebento ganha o primeiro lugar no concurso de flauta, é estrategicamente colocada em frente ao resto do grupo - no caso, os meninos todos das duas turmas de 4º ano da escola - para executar o solo (sem fífias) na festinha de final de ano e se revela em toda a sua sensibilidade quando se desfaz em lágrimas durante o discurso de despedida da professora de música, é suposto dizer-se o quê?
melhor na sombra. Em busca de um pouco de silêncio, volto a esta velha casa, tantos anos ponto de encontro de anónimos, sem amarras, sem nós. É dificil escrever sobre o medo num local onde se reúnem filhos, irmãos, amigos com rosto, uns mais outros menos, quase nenhuns verdadeiros, quase todos voyers àvidos de vidas que não sejam a sua, sobretudo se houver sangue. Sao salas ruidosas e cheias de tudo, música em loop, filmes da vida real e muita ficção, conversas cruzadas de quem só pede um pouco de atenção, imagens de mundos ao alcance de poucos, quanto mais exótico melhor. São espaços abertos, imensos, demasiado amplos, sem horizonte à vista, cheios de gente aos encontrões, como migantes perdidos em busca de um chão. Andamos por ali, uns e outros, deambulando em scroll, todos conhecidos, todos atores de um teatro que não baixa nunca o pano. E sem espaço para parar, cansados, sem sermos ouvidos, percebemos que só precisamos de um pouco de silêncio. De abrir de novo a represa e...
Comentários
Beijos
Que se tem a filha mais linda do mundo, verdade.....
Que nestas coisas dos filhos modéstia não existe, pois!
passamos-lhe o braço pelos ombros e antes de sair pergunta-se se sempre trocaram as moradas
e snifas pro lado para o gajo nao ver ;)