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Consciência Ecológica

Não se nasce com ela. É algo que se adquire e cultiva. Que se aperfeiçoa com a prática e se vai consumindo em doses cada vez maiores.
Há quem comece, devagar, por empilhar jornais e revistas velhas para levar ao ecoponto. Depois vem a dosezinha diária de embalagens plásticas e mais uns quantos boiões de vidro. Pilhas, cruzes, credo! essas há que anos não as colocamos no lixo doméstico! Depressa se evolui para os baldes e recipientes divididos por categorias, todos fashion na cozinha, a garrafa de água dentro do autoclismo, o cuidado com os óleos queimados (e nunca mais temos cá o "Óleão"...), as luzes apagadas ao sair da divisão onde se está, os carregadores fora das tomadas, a TV desligada no botão, os produtos de limpeza mais naturais.
Sabemos que estamos agarrados logo que começamos a sentir-nos culpados pelo ancestral hábito (mas eu continuo a adorar!) de lavar a loiça com a torneira a jorrar hectolitros para a canalização...

Comentários

Susete Evaristo disse…
Concordo contigo amiga até certo ponto pois dou comigo a não deitar papeis para o lixo doméstico e a carregar escada abaixo sacos com os mais diversos materiais todos devidamente separados. Não há duvida de que podemos e devemos ter esses cuidados para bem dos nossos netos e demais gerações que nos irão preceder,mas às vezes pargunto a mim própria se esse não seria também um dever de quem nos governa desde as autarquias até a poderes mais elevados.É que não obstante o nosso esforço e à parte o dever moral o que retiramos de palpavel? nada! os fogos destroem as arvores, o papel aumenta, os combustiveis aumentam, as garrafas e garrafões que compras pagas, (tem tara perdida mas pagas) os empregos diminuem, etc. etc. etc. Então se deixassemos de fazer a separação dos lixos e essa responsabilidade passasse para as autarquias, para os produtores de garrafas, para as fábricas de papéis.... Sim já te estou a ouvir dizer que assim o produto ainda ia encarecer mais, certo. Mas se calhar teriam de contratar pessoal para fazer o trabalho que nós fazemos, era uma forma de criar emprego e pagar por pagar...
Mar disse…
Percebo o teu ponto de vista, susete e também tenho a minha quota de crítica aos poderes vigentes e à desresponsabilização que se verifica a esse nível.
Mas a verdade é que há cá dentro o bichinho do futuro, o instinto da preservação. Tenho dois filhos que hão-de ter filhos que irão ter filhos. Algo de mim há-de perdurar por cá por muito, muito tempo. Se o Planete dasaparece o que vai ser de nós? É isso que me move, muito mais do que os custos financeiros
.

(até porque os produtos reciclados incompreensivelmente, são mais caros que os outros...)
Susete Evaristo disse…
Amiga, o planeta mais dia menos dia desaparece, ou melhor, as formas de vida que conhecemos irão desaparecer tal como desapareceram os dinonsaurios e formas de vida noutros planetas. Por muito que nos esforcemos sinceramente já não vejo remédio para o inevitável.

Claro que este é o discurso derrotista dos dias em que me insurjo contra o mundo. Não é nada disto que faço nem é nisto que acredito. Porém fico completamente fora de mim quando tomo consciência de que eu tu ou outra pessoa tem essa preocupação e se sentem responsáveis para as questões ambientais e para deixar aos vindouros pelo menos aquilo que encontramos já que há 30 ou 40 anos atrás a poluição era ainda uma criança, e depois vemos que os paises mais poluentes se arrogam o direito de poluir sem qualquer critério. Mais insurjo-me contra a possibilidade da compra da emissão da permissão de emissão de gases aos paises menos poluentes, insurjo-me contra a prepotência de alguns paises que em vez da que a tomada de consciência da catastrofe eminente fazem valer o dinheiro servindo-se da fome e da miséria.
E por aqui me fico
Beijos
Mar disse…
E te ficas muito bem, dado que muito pouco há a dizer depois deste teu comentário. Partilho inteiramente as tuas preocupações.
Mas temos que acreditar que as coisas hão-de ter que mudar um dia. Esperamos que seja rapidamente...
Beijo
cereja disse…
Há economias tão naturais que nem se pensa duas vezes. O papel e as garrafas, por exemplo. Desde criança que soube que se aproveitava o papel e até os jornais: para escrever dos dois lados no caso de papel branco, esfregar os areados e até os vidros das janelas, para forrar o caixote do lixo, no caso dos jornais. As garrafas voltavam a encher-se, os frascos serviam sempre para guardar qualquer coisa ou para a compota. Antes da noção de 'reciclar' já na minha família se pregava contra o desperdício... Bem, agora temos os ditos ecopontos, nem sempre muito bem explicados, porque há coisas que sendo vidro ou papel não se podem lá por... é necessário pensar-se duas vezes. Ah, as embalagens! não era nada que eu tivesse aprendido em criança, porque era coisa que não se usava. O merceeiro 'embalava' os produtos em cartuchos de papel pardo que depois serviam para escorrer o óleo dos fritos.
Hoje em dia, não deixo luzes de que não preciso ligadas, mas gosto de ter luzes fortes em casa. E a tal coisa de desligar a tv completamente, nem sempre me lembro. Assim como a loiça, não acredito que gaste assim muito mais, se for em água corrente...
Mas, pegando no que vocês dizem, quando os maus exemplo vêm de cima, tira toda a vontade de colaborar. Quando reparo que alguém se esqueceu de desligar as luzes de uma aldeia inteira ou de todo um bairro e elas ficam ligadas 24 horas, ou vemos uma conduta rota a derramar litros e litros de água na calçada sem ninguém a arranjar durante mais de um dia... desmoralizamos.
Enfim, um bocadito.
Mar disse…
Que mais dizer, perante este comentário que é um verdadeiro post? :-)

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