Não se nasce com ela. É algo que se adquire e cultiva. Que se aperfeiçoa com a prática e se vai consumindo em doses cada vez maiores.
Há quem comece, devagar, por empilhar jornais e revistas velhas para levar ao ecoponto. Depois vem a dosezinha diária de embalagens plásticas e mais uns quantos boiões de vidro. Pilhas, cruzes, credo! essas há que anos não as colocamos no lixo doméstico! Depressa se evolui para os baldes e recipientes divididos por categorias, todos fashion na cozinha, a garrafa de água dentro do autoclismo, o cuidado com os óleos queimados (e nunca mais temos cá o "Óleão"...), as luzes apagadas ao sair da divisão onde se está, os carregadores fora das tomadas, a TV desligada no botão, os produtos de limpeza mais naturais.
Sabemos que estamos agarrados logo que começamos a sentir-nos culpados pelo ancestral hábito (mas eu continuo a adorar!) de lavar a loiça com a torneira a jorrar hectolitros para a canalização...
Comentários
Mas a verdade é que há cá dentro o bichinho do futuro, o instinto da preservação. Tenho dois filhos que hão-de ter filhos que irão ter filhos. Algo de mim há-de perdurar por cá por muito, muito tempo. Se o Planete dasaparece o que vai ser de nós? É isso que me move, muito mais do que os custos financeiros
.
(até porque os produtos reciclados incompreensivelmente, são mais caros que os outros...)
Claro que este é o discurso derrotista dos dias em que me insurjo contra o mundo. Não é nada disto que faço nem é nisto que acredito. Porém fico completamente fora de mim quando tomo consciência de que eu tu ou outra pessoa tem essa preocupação e se sentem responsáveis para as questões ambientais e para deixar aos vindouros pelo menos aquilo que encontramos já que há 30 ou 40 anos atrás a poluição era ainda uma criança, e depois vemos que os paises mais poluentes se arrogam o direito de poluir sem qualquer critério. Mais insurjo-me contra a possibilidade da compra da emissão da permissão de emissão de gases aos paises menos poluentes, insurjo-me contra a prepotência de alguns paises que em vez da que a tomada de consciência da catastrofe eminente fazem valer o dinheiro servindo-se da fome e da miséria.
E por aqui me fico
Beijos
Mas temos que acreditar que as coisas hão-de ter que mudar um dia. Esperamos que seja rapidamente...
Beijo
Hoje em dia, não deixo luzes de que não preciso ligadas, mas gosto de ter luzes fortes em casa. E a tal coisa de desligar a tv completamente, nem sempre me lembro. Assim como a loiça, não acredito que gaste assim muito mais, se for em água corrente...
Mas, pegando no que vocês dizem, quando os maus exemplo vêm de cima, tira toda a vontade de colaborar. Quando reparo que alguém se esqueceu de desligar as luzes de uma aldeia inteira ou de todo um bairro e elas ficam ligadas 24 horas, ou vemos uma conduta rota a derramar litros e litros de água na calçada sem ninguém a arranjar durante mais de um dia... desmoralizamos.
Enfim, um bocadito.