Talvez. Pode ser que amanhã a escrita volte e se aninhe na ponta dos meus dedos de novo. Talvez ela venha, mansa e tímida como quem sabe que fez asneira e está arrependida. Talvez peça para sair, em jeitos de desculpa, gosto muito de ti, que saudades que já tinha deste lugar.
Pode ser que cansada de tanto palmilhar caminhos, de procurar fórmulas e milagres, ela se chegue e acomode e de pleno direito ocupe estes espaços vazios que foto nenhuma consegue preencher. E talvez aí ela diga o que viu, as estórias que ficaram por contar, os olhos que não souberam o que as entrelinhas lhes quiseram mostrar, os finais felizes que argumento nenhum conseguiu retratar.
Pode ser que amanhã a escrita volte a morar aqui, neste mural e nessa altura a vida aqui torne a entrar.
Pode ser que amanhã a escrita volte a morar aqui, neste mural e nessa altura a vida aqui torne a entrar.
Comentários
Mas pode ser que venha aos poucos.
Obrigada.