e note-se que uso a expressão maior e não melhor porque dizer maior me parece mais completo, mais uma idéia de espaço, de grande, de imensidão e excesso, de infinito, que era tudo o que ele foi. Mas quando me morreu o meu maior amigo, uma das minhas - e dele - maiores amigas ao telefone perguntava-me o que fazia eu, dias depois, em casa.
Respondi-lhe que arrumava gavetas, rasgava papéis antigos, não sabia bem porquê mas era isso que fazia. Ela, psicóloga de habilitações académicas mas sobretudo da sua própria vida, na qual nasce e morre todos os dias, disse-me que o fazia porque queria, inconscientemente, repor a normalidade. Encontrar uma forma de organização, de ilusão de que tudo se mantinha igual.
Hoje, depois de me morrer um dos maiores sonhos que ousei esboçar e partilhar com alguém, arrumei textos antigos no computador, apaguei ficheiros, reli blogues de que gostava, retomei comentários noutros, voltei aqui e escrevo.
Comentários
Pode ser com àlcool também ?? ;-)