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Quando me morreu o meu maior amigo

e note-se que uso a expressão maior e não melhor porque dizer maior me parece mais completo, mais uma idéia de espaço, de grande, de imensidão e excesso, de infinito, que era tudo o que ele foi. Mas quando me morreu o meu maior amigo, uma das minhas - e dele - maiores amigas ao telefone perguntava-me o que fazia eu, dias depois, em casa.
Respondi-lhe que arrumava gavetas, rasgava papéis antigos, não sabia bem porquê mas era isso que fazia. Ela, psicóloga de habilitações académicas mas sobretudo da sua própria vida, na qual nasce e morre todos os dias, disse-me que o fazia porque queria, inconscientemente, repor a normalidade. Encontrar uma forma de organização, de ilusão de que tudo se mantinha igual.
Hoje, depois de me morrer um dos maiores sonhos que ousei esboçar e partilhar com alguém, arrumei textos antigos no computador, apaguei ficheiros, reli blogues de que gostava, retomei comentários noutros, voltei aqui e escrevo.

Comentários

anademar disse…
beijinho e um abraço
Anónimo disse…
escrever Maria é também ums forma de arrumar gavetas. Escrever e falar... e a propósito qundo que fazemos uma tarde de chá e bolachas e muito cigarros. Beijos.tapaquepelimpim
Mar disse…
Obrigada Cheri. Soube bem..:-)
Mar disse…
Sim. Falar também e nós cris, temos tantas que arrumar..

Pode ser com àlcool também ?? ;-)
tapaquepelimpim disse…
claro . Estou cá com uma ideia...
Mar disse…
Hmmm...boa. Isso promete. Fico à espera. ;-)
Susete Evaristo disse…
Só te posso mandar aquele abraço forte semmais palavras
Mar disse…
Eu sei amiga. Beijo grande.

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