vem um sopro de Primavera, umas pontas de mãos que dedilham a pele, um aroma de flores que se desprende do sorriso, vem a paz e a redenção na forma de um pássaro selvagem que ninguém consegue prender [nem ninguém quer fazê-lo] e que, majestoso, te sobrevoa sem perder de vista, vem uma boca esquecida na curva do pescoço e um braço que prende e ampara ao mesmo tempo, vêm ruas pisadas a galope, contra o vento, que acabam em ruelas onde um restaurante antigo faz o melhor frango assado do mundo. Vem Lisboa e as colinas, miradouros e mistérios que desvendas ao virar de uma esquina, sem saberes. E vem a luz que tudo cobre de repente, uma poalha de ouro no entardecer sobre o rio, que te ilumina os olhos e os cabelos e aí sabes que chegaste ou que talvez nunca tenhas saido de casa.
Longe da "exaltação" inicial da entrada na blogosfera, hoje, reduzo-me a um pequeno núcleo de blogues que me despertam interesse. Cada vez mais pequeno. Dispenso blogues sobre política, "noticiários" quase réplica dos restantes órgãos/meios de comunicação social. Não consulto os blogues de "colunáveis" da blogosfera pois por serem "de referência" despertam a minha veia "do contra" e, para além disso, vejo os seus autores noutros suportes a dizer as suas coisas, daí já não me apetecer ver o que dizem por esta via. Não tenho paciência para blogues quase só feitos de imagens, muito menos os que seguem à risca o mote "uma imagem vale mais que mil palavras". Para isso vou a sites de fotografia, que os há aos molhos, e escolho eu as fotos de que gosto. Cada vez menos me interessam as polémicas, os intensos debates sobre as opiniões/posições políticas e afins de uns quantos blogues opositores também tidos como "de referência...
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