Acabo de saber que o Universo se encarregou
[mais uma vez, nunca me falha, o Universo, eu sei que sou uma ingrata, uma desnaturada incréua - palavra gira, será que existe? - mas pronto, ele mostra-me sempre o caminho, magnânimo, perdoa sempre e sempre e faz de conta que eu não sou uma descrente, o Universo, assobia para o lado e assim pode continuar a gostar de mim e fingir que eu não praguejei, estrebuchei e o amaldiçoei durante os tempos negros de travessias do deserto para que ele me tem empurrado, o Universo, apesar de gostar de mim, pequena partícula de poeira linda e querida que sou eu e podre de gira e me perdoar sempre e acolher, o Universo]
de novo, de colocar as coisas no devido lugar.
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