pra cima de uma porrada de vezes, de cada vez que, posta perante a insignificância da vida humana caio e mim e me redimo perante DEUS ou sei lá quem ou o quê e percebo que temos é que dar graças por esta oportunidade de estar por aqui no Universo e saudáveis e felizes por ver os girassóis a crescer e o sol a pôr-se e sentir o cheiro do lume de azinho a queimar noite dentro enquanto lá fora a humidade pinta de branco as casas e o asfalto e as luzes difusas dos carros a passar parecem faróis que nos chamam vem, vem por aqui, vem, este é o caminho.
Já o disse uma porrada de vezes mas depois logo me esqueço, na vertigem dos dias e responsabilidades, do compromisso com os outros e da verdade que tem que sobressair acima de tudo o resto, na voragem do tempo que há que respeitar e gerir e que passa a correr sem que pareça ter servido para alguma coisa, esqueço-me enquanto tento cumprir os prazos e não falhar e provar a mim e aos outros o que houver a provar e ficar por cima porque, por defeito, é o que sempre fui obrigada a fazer ou porque, pelo menos, é assim que me sinto bem, quem gostar gosta quem não quiser que ponha à borda do prato, whatever.
Esqueço-o temporariamente e atravesso os dias sem os sentir até que o Universo, again, ou Deus ou seja lá o que fôr se encarrega de me esfregar nas ventas a efemeridade desta merda toda e eu caio de novo e percebo que não sou mais que uma partícula que é o que somos todos nós (desenganem-se amigos, não ficam cá para semente) e só peço uma segunda oportunidade.
Já o disse uma porrada de vezes mas depois logo me esqueço, na vertigem dos dias e responsabilidades, do compromisso com os outros e da verdade que tem que sobressair acima de tudo o resto, na voragem do tempo que há que respeitar e gerir e que passa a correr sem que pareça ter servido para alguma coisa, esqueço-me enquanto tento cumprir os prazos e não falhar e provar a mim e aos outros o que houver a provar e ficar por cima porque, por defeito, é o que sempre fui obrigada a fazer ou porque, pelo menos, é assim que me sinto bem, quem gostar gosta quem não quiser que ponha à borda do prato, whatever.
Esqueço-o temporariamente e atravesso os dias sem os sentir até que o Universo, again, ou Deus ou seja lá o que fôr se encarrega de me esfregar nas ventas a efemeridade desta merda toda e eu caio de novo e percebo que não sou mais que uma partícula que é o que somos todos nós (desenganem-se amigos, não ficam cá para semente) e só peço uma segunda oportunidade.
Quando a nossa filha de 11 anos, linda, inteligente, cheia de humor, vaidosa e que a cada dia nos parece mais uma mini-cópia de nós próprias, à medida que descobre o que é ser mulher e o imenso poder que isso nos dá sobre o mundo em geral e os homens em particular, nos desmaia um dia sem razão aparente, até que se saiba o resultado dos exames e embora o médico nos tranquilize dizendo que são coisas normais na puberdade, só pedimos uma segunda oportunidade de sermos melhores pessoas. Apenas isso.
Comentários
Calma! Nada disso é inédito. Aconteceu recentemente ao meu sobrinho que tem 14 anos. Não sou médico e não vou aqui adiantar o que aconteceu concretamente com ele, mas não foi nada de especial. Haja monitorização permanente e atenção. É só.
E as melhoras da filha, claro (tenho uma da mesmíssima idade).
Pelo que conheço da princesa, um dia destes começa a implorar para ir ao festival Paredes de Coura.
Abraços grandes.
E ter sido inesperado e poder repetir é que é mais assutador. Mas vamos acreditar que se trata só da pré-puberdade. Obrigada de novo e que a tua não seja tão florzinha de estufa :-)
E a princesa já pede para ir aos Metallica com o mano...;-) Beijo.
Eu entendo-te, é terrivel sentir que nem sempre os conseguimos proteger,que há coisas que pura e simplesmente não estão nas nossas mãos. Essa sensação de impotência é assustadora.Beijo :)
Mas aparentemente é uma situação mais normal do que pensamos, pelo menos nos miudos destas idades.
Não há-de ser nada!
Beijinho pra ti e obrigada. :-)
Tb já me aconteceu... não com um desmaio, mas com uns nódulos que enciontrei no pescoço da criança. E eu q até sou descontraída e faço de tudo para não sofrer por antecipação, escorriam-me as lágrimas involuntáriamente, até o miúdo fazer uma eco e me dizerem que não era nada, é que sosseguei!... são os maiores amores da nossa vida :)
As melhoras para a tua pequena.
Mas é isso mesmo, eu também sou mão descontraida, médicos é so quando o rei faz anos que os moços até têm sido saudáveis benzós Deus...Mas que há sustos, lá isso..
(já vieram as análises também está tudo bem yupiii!)