aos poucos, muito devagar, depois de me ter perdido por aí, de ti.
Recolho pedaços, partículas soltas do Eu que fui em tempos. A cada um, que apanho do chão e guardo com cuidado, mais perto do todo. Acrescento-lhe notas de azul, nuvens em forma de anjo, espuma do sal que me beija os pés. Faço, a cada novo dia, um upgrade do ser humano que gosto de me saber.
Não olho para trás. Ou, sequer, para a frente. Nem quero saber dos que me observam.
Desenho-me. Pinto a carvão, com um traço fino e preciso, os contornos da embalagem que me envolve as emoções. (Re)Defino-me.
Apenas pelo supremo gozo de me saber verdadeira. E única.
Recolho pedaços, partículas soltas do Eu que fui em tempos. A cada um, que apanho do chão e guardo com cuidado, mais perto do todo. Acrescento-lhe notas de azul, nuvens em forma de anjo, espuma do sal que me beija os pés. Faço, a cada novo dia, um upgrade do ser humano que gosto de me saber.
Não olho para trás. Ou, sequer, para a frente. Nem quero saber dos que me observam.
Desenho-me. Pinto a carvão, com um traço fino e preciso, os contornos da embalagem que me envolve as emoções. (Re)Defino-me.
Apenas pelo supremo gozo de me saber verdadeira. E única.
Comentários
(destes textos que te fazem justiça naquilo de que és capaz)
Muito bonito também.
Já andava a sentir a falta desta Mar.
Não nascem quando queremos, as palavras. São partos doloroso estes, por vezes, tu sabes. :-)
Mas deixa lá, até os grandes escritores têm histórias de bloqueios difíceis de ultrapassar, portanto quem somos nós, simples blogueiros de ocasião, para nos queixarmos?