começo com uma frase. Uma expressão cujo significado me acompanha durante um dia, uma tarde, umas horas. Tudo depende de factores vários.
Noutras é uma palavra, simples, só, despida de sentido mas com uma sonoridade agradável ao ouvido. É por elas que começam os meus textos. Nunca sei bem como acabam.
Regra geral, escrevo-os de enfiada, de um só fôlego, sem tempo para pensar em como construir parágrafos mais elaborados ou metáforas bem conseguidas. Saem, simplesmente.
Só numa pequena parte dos casos é que, depois de os terminar, lhes introduzo pequenas alterações, uma vírgula fora de sítio, uma maiúscula que falta, uma letra que escapou à fúria veloz dos dedos sobre o teclado. Nada que lhes altere o rumo ou o significado que lhes quis imprimir.
Escrevo sempre com o coração na ponta dos dedos e, tal como acontece com todas as coisas do coração, esta só sai bem quando é verdadeiramente sentida. Quando não depende de "obrigações" e timings, quando é livre e saboreada, quando apenas a fazemos se ela representar para nós um desejo irreprimível.
E é por isso que passo épocas sem escrever. Da mesma forma que passo temporadas sem querer grandes contactos com o mundo em redor. É tudo uma questão de opção. De liberdade de escolha. De feitio, talvez. Se há pessoas que só são verdadeiramente felizes quando acompanhadas por uma multidão, outras existem que encontram na sua individualidade todas as condições que necessitam para saborear essa mesma felicidade. E ainda bem que assim é. Ou ninguém gostaria do amarelo...
Noutras é uma palavra, simples, só, despida de sentido mas com uma sonoridade agradável ao ouvido. É por elas que começam os meus textos. Nunca sei bem como acabam.
Regra geral, escrevo-os de enfiada, de um só fôlego, sem tempo para pensar em como construir parágrafos mais elaborados ou metáforas bem conseguidas. Saem, simplesmente.
Só numa pequena parte dos casos é que, depois de os terminar, lhes introduzo pequenas alterações, uma vírgula fora de sítio, uma maiúscula que falta, uma letra que escapou à fúria veloz dos dedos sobre o teclado. Nada que lhes altere o rumo ou o significado que lhes quis imprimir.
Escrevo sempre com o coração na ponta dos dedos e, tal como acontece com todas as coisas do coração, esta só sai bem quando é verdadeiramente sentida. Quando não depende de "obrigações" e timings, quando é livre e saboreada, quando apenas a fazemos se ela representar para nós um desejo irreprimível.
E é por isso que passo épocas sem escrever. Da mesma forma que passo temporadas sem querer grandes contactos com o mundo em redor. É tudo uma questão de opção. De liberdade de escolha. De feitio, talvez. Se há pessoas que só são verdadeiramente felizes quando acompanhadas por uma multidão, outras existem que encontram na sua individualidade todas as condições que necessitam para saborear essa mesma felicidade. E ainda bem que assim é. Ou ninguém gostaria do amarelo...
Ao contrário do que é comum pensar-se nesta nossa sociedade cheia de estereotipos, as pessoas que gostam de hibernar, fazem-no porque querem. Porque disfrutam de verdade do prazer que é poder passar um dia inteiro descalças e sem preocupações com a perfeita conjugação da roupa de sair. Porque preferem consumir séries premiadas acompanhadas de um balde de gelado ou ler um bom livro pela noite dentro apenas na companhia de uma suave luz de presença, a enfiar-se num bar cheio de fumo, rodeadas de barulho e de gente que representa infinitos códigos de comportamento, para obter determinados efeitos. Porque sim. E não pelas razões que aqueles que se preocupam demais com as vidas dos outros ao invés de olharem a sério para as suas, gostam de alvitrar.
Comentários
Sempre a bombar (palavras). E bem.
:-)
Estou como tu, coisas bonitas e toca a andar. ;-)
Mas não plagiei, apenas aproveitei mesmo a embalagem...
Podes beber aqui os motes que quiseres, se bem que muito dificilmente aqui se tornarão a dar esses tipos de recados personalizados. Agora, o tempo é de generalização da reflexão, para consumo interno, sem destinatários. :-)
Ainda bem que (tal como o amarelo, de que gosto muito) as pessoas são diferentes, isso é que enriquece o Mundo.
Eu também escrevo de chofre, sem pensar muito, mas já se sabe que ao contrário de ti, apetece-me escrever todos os dias. Mas rever o que escrevo, creio que só nos textos do «Era uma vez...» porque apesar de serem num blog quero depois guardá-los, é um registo de uma época. O resto é usar e deitar fora, e dois dias depois nem me lembro do que escrevi!