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Ando nisto

há tanto tempo que quase me esqueço da pica que dava descobrir pela primeira vez os meandros desta dimensão paralela nas suas várias potencialidades.
Hoje, ao ajudar uma amiga a criar o seu primeiro blogue, foi possível reviver um pouco esses dias.
Há qualquer coisa de mágico em podermos ser alguém para além de quem já somos. É um pouco um segundo nascimento. Criar um blogue.
Adoptar um template, colori-lo, acertar margens e corpos de texto, rabiscar as palavras de abertura. A escolha do nick, a nossa outra identidade que, com o tempo, acaba por se colar a nós até já termos dificuldade em distinguir qual delas constitui o nosso verdadeiro "eu". E, a partir daí, viver. Que é como quem diz, escrever. E interagir. O mesmo que fazemos na vida analógica, aqui facilitado pela ausência de rostos e olhos inquisidores e sorrisos ou caras sérias, expectantes.
Convencemo-nos, de alguma forma, que por aqui vamos falando sozinhos. Apesar de sabermos que nos leem. Amigos e conhecidos e perfeitos anónimos. Mas, ainda assim, tantas vezes dizemos mais por aqui que áqueles que nos estão mais próximos, escudados por esta penumbra que nos isola.
Hoje criei um blogue e foi quase como se tivesse dado fôlego a uma nova vida. E isso fez-me avaliar o quanto gosto do meu.

Comentários

Susete Evaristo disse…
Acertaste em cheio eu também criei mais um "Eu, sem tirar nem pôr" que é como quem diz:
http://aoutraqueeusou.blogspot.com
não sei o que vai dar mas, agora estou a mostrar que também sou prendada nas artes das agulhas.
Mar disse…
É um vício que não nos larga não é susete? Blogar.

(já viste ali o camarada? ) ;-))
Susete Evaristo disse…
O e A CAMARADA vi sim senhora só tenho pena de não ter estado lá.
Beijinhos
Mar disse…
:-)
Pois é camarada susete, vale sempre a pena participar nestas ocasiões da nosso luta comum.

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