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Tenho cá para mim

que devemos acarinhar os bons momentos que passámos, independentemente de - ou precisamente por - serem passado.
Passámos significa isso mesmo, que a conjuntura astral e temporal que os envolveu já deixou de ser. Não existe mais, esfumou-se no imenso mistério que é o Universo. Mesmo que os tornemos a repetir, exactamente nos mesmos locais, precisamente com a mesma - ou mesmas - pessoa/s, não poderão nunca ser os mesmos. A estafada teoria da água que corre debaixo da ponte e bláblá. Pois.
E é por isso, por essa impossibilidade prática de serem repetidos, essa intagibilidadede futura, que os bons momentos, aqueles que nos tocaram a alma, são peças de colecção, únicas, valiosas, a preservar.
Alguns registam-nos através de objectivas mais ou menos potentes, outros escrevem-nos e descrevem-nos à exaustão, acrescentando um adjectivo aqui, um complemento de modo ali e outros ainda, guardam-nos para si.
Acredito que são estes últimos quem mais os usufrui. Aos bons momentos da vida.

Comentários

cereja disse…
Tens sim (!!!!!) Mas numa vez «tens para ti» na outra «tens dias», é diferente!
E este é um post de saudade, a nada mais doce do que poder recordar. Mesmo que o que se recorde pareça morto e enterrado, se passou e o lembramos é porque afinal está vivo em nós.
Mar disse…
Ai minha amiga que andas mesmo "descodificadora" de postes!!!!! ;-))))
Anónimo disse…
O segredo é a alma do negócio
cereja disse…
E acertei?..
:D
Mar disse…
Acredito que sim, Trabalhador do Comércio. Aliás, os ditados populares são uma excelente cartilha de aprendizagem.
Mar disse…
Atão não se vê logo que sim, ó s'odona Emiéle?! :-)))

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