que devemos acarinhar os bons momentos que passámos, independentemente de - ou precisamente por - serem passado.
Passámos significa isso mesmo, que a conjuntura astral e temporal que os envolveu já deixou de ser. Não existe mais, esfumou-se no imenso mistério que é o Universo. Mesmo que os tornemos a repetir, exactamente nos mesmos locais, precisamente com a mesma - ou mesmas - pessoa/s, não poderão nunca ser os mesmos. A estafada teoria da água que corre debaixo da ponte e bláblá. Pois.
E é por isso, por essa impossibilidade prática de serem repetidos, essa intagibilidadede futura, que os bons momentos, aqueles que nos tocaram a alma, são peças de colecção, únicas, valiosas, a preservar.
Alguns registam-nos através de objectivas mais ou menos potentes, outros escrevem-nos e descrevem-nos à exaustão, acrescentando um adjectivo aqui, um complemento de modo ali e outros ainda, guardam-nos para si.
Acredito que são estes últimos quem mais os usufrui. Aos bons momentos da vida.
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E este é um post de saudade, a nada mais doce do que poder recordar. Mesmo que o que se recorde pareça morto e enterrado, se passou e o lembramos é porque afinal está vivo em nós.
:D