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Eu que, é sabido, votarei SIM convictamente, em defesa da dignidade e liberdade das mulheres portuguesas, não tenho sentido grande necessidade de escalpelizar por aqui os argumentos mais que estafados que vou lendo noutros blogues, uns do contra outros a favor. Aliás digo mais, penso que já nem se devia falar do assunto, fartos que estamos todos de saber porque é que os manifestantes do NÃO se esganiçam todos e até chegam ao ponto de, como ontem vimos na Comunicação Social, entregar à entrada de uma escola, a crianças de 11 anos, material audiovisual profundamente chocante, com imagens de abortos a serem realizados. Sem palavras. deviam levar com uma penalização daquelas que a FIFA dá aos jogadores que se portam mal e ficarem sem participar no Campeonato até ao dia do Referendo. Nojentos.
Seja como fôr, sabemos bem o que os move. E é por isso que esta campanha é uma anedota pegada, este país é uma comédia e o drama quem o representa são as mulheres e os pais que decidem optar por não ter uma criança, seja qual fôr o motivo que lhes justifique a opção. Ela é sua, é individual, privada e eu respeito-a. Tal como esses e essas mal f****** deveriam, se fossem pessoas de bem ao invés de se lavarem em água benta para afastar as tentações.

Comentários

shark disse…
Um diz mata e outro diz esfola... :)
cereja disse…
Esse blog é excelente e eu esqueço-me sempre de passar por lá... Só quando alguém me chama a atenção - obrigada, Mar.
Mas repara que nem é preciso essa raciocínio (impecável) basta pensar no que é que os senhores que da primeira vez conseguiram que não se mudasse a lei, fizeram durante estes 8 anos. Educação sexual? Planeamento familiar? Apoio à família? Quando ainda continua a haver patrões que despedem mulheres que engravidam (e se estão em contracto não há nada a fazer, 'acabou o cntrato'...) quando as creches que existem sabemos como são, e quanto custam...
Maternidade consciente, sim. Condições de vida, sim. Exactamente por gostar muito de crianças desejo que tenham boas condições de vida. os senhores do não parece que a única fase em que se ralam é o período dos 9 meses _ nasceu, acabou! Que se desenrasque!
Mar disse…
Nem isso, Emiéle! Os gajos só falam do amontoado de células que é um feto até às 10 semanas! Daí prá frente querem lá saber, o gajo que nasça e ande por aí aos caídos em instituições a pedir carinho de moa estendida, ou a levar c'as tosgas do pai e da mãe ou a ver o papá e a mamã a snifar umas linhas, na versão mais chic...
Hipócritas!

(espero bem que dê para perceber a repugnância com que falo dessas pessoas. Extremista? Quando o que está em causa é a falta de verdade, de vergonha na cara e manipulação descarada, sim, sou.)
Mar disse…
É bom podermos ser solidários com pessoas que têm os mesmos posicionamentos que nós, a vários níveis, não é shark? (são tão raros...) ;-)
shark disse…
Há níveis em que até dá mais jeito um posicionamento diferente (os anos já pesam), mas sem dúvida que é bom. Ser solidários. :)
Anónimo disse…
O problemas dos que tanto lutam pelo “não” como o Paulinho das feiras e o Bagão é o medo que eles têm que a lei tenha efeitos retroactivos. Eles ouviram os desabafos das suas pobres mães... :)
Mar disse…
Ehehe, a variação de posicionamentos é sem dúvida uma mais valia. Na acção de solidariedade, claro. ;-)
Mar disse…
LOL Maria, essa foi mesmo boa. ;-)))

Não percebeo sinceramente, esse tal tanto medo. Só se fôr de perderem as comissões do aborto clandestino que lhes fazem chegar às mãozinhas, ou assim...
Anónimo disse…
Mar, as parteiras têm contratos com as farmácias e médicos e isso dá muito dinheiro para muita gente. E é livre de impostos. É um grande negócio.
Anónimo disse…
Não está em causa o direito de votar não, o que me choca muito é o facto de estes não quererem entender que ao votar não, estão à partida a privar os outros da sua liberdade de escolha.
Mar disse…
Entender, eles entendem, maria papoila mas para eles , esse direito de liberdade não existe. Aliás, é coerente com os valores políticos que os caracterizam: prepotência, privilégios aos mais poderosos, arranjinhos e etc...se reparares, as medidas destes senhores são sempre verdadeiros atentados aos direitos dos mais fracos.
Mar disse…
Bota graaaaande nisso, maria.
Mas é que é aí que ninguém toca e eu acho que se devia dizer isto em parangonas a toda a hora. Querem lá melhor campanha que a denúncia??
Anónimo disse…
!!! Repito o comentário que fiz na casa do Kaffa bem demonstrativo da lavagem ao cerebro que em algumas igrejas promoveram.
!!! Do que ao longo dos anos, em que presto o serviço cívico de integrar as mesas de voto, me venho a aperceber, posso sem dúvidas dizer que a abstenção só não foi maior graças aos defensores do não que ocorreram às mesas de voto no final da missa das 10 da manhã. E podem crer que se me depararam algumas situações caricatas como a de uma senhora dos seus quase 80 anos literalmente arrastada para a Assembleia de voto por “ratas de sacristia”, que em plena secção de voto lhe gritaram aos ouvidos onde deveria pôr a cruz, tendo que as chamar à atenção para a ilegalidade que estavam a cometer. E sim, eram ratas de sacristia pois deixaram isso bem expresso nas suas palavras.
Mar disse…
Também fiz parte de uma mesa, Espantação e aqui só não se notou tanto porque o poder da igreja está um pouco mais diluido no meio destes alentejanos ateus duma figa (lol).

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