Alertada pelo sócio, aterro neste post e sou obrigada a concordar com ele: merece ser emoldurado um texto que contém frases como
"Gostava era de vê-los (Igreja Católica e seu exército de beatas e eunucos*) assim tão dinâmicos a mobilizar os crentes no combate à pobreza, a organizar marchas, a distribuir panfletos, e manifestarem-se com o mesmo vigor pela melhoria das condições básicas de vida nos bairros mais degradados. Nem que fosse também por coerência: a defesa dos pobrezinhos."
* o bold é acrescento meu.
"Gostava era de vê-los (Igreja Católica e seu exército de beatas e eunucos*) assim tão dinâmicos a mobilizar os crentes no combate à pobreza, a organizar marchas, a distribuir panfletos, e manifestarem-se com o mesmo vigor pela melhoria das condições básicas de vida nos bairros mais degradados. Nem que fosse também por coerência: a defesa dos pobrezinhos."
* o bold é acrescento meu.
Eu que, é sabido, votarei SIM convictamente, em defesa da dignidade e liberdade das mulheres portuguesas, não tenho sentido grande necessidade de escalpelizar por aqui os argumentos mais que estafados que vou lendo noutros blogues, uns do contra outros a favor. Aliás digo mais, penso que já nem se devia falar do assunto, fartos que estamos todos de saber porque é que os manifestantes do NÃO se esganiçam todos e até chegam ao ponto de, como ontem vimos na Comunicação Social, entregar à entrada de uma escola, a crianças de 11 anos, material audiovisual profundamente chocante, com imagens de abortos a serem realizados. Sem palavras. deviam levar com uma penalização daquelas que a FIFA dá aos jogadores que se portam mal e ficarem sem participar no Campeonato até ao dia do Referendo. Nojentos.
Seja como fôr, sabemos bem o que os move. E é por isso que esta campanha é uma anedota pegada, este país é uma comédia e o drama quem o representa são as mulheres e os pais que decidem optar por não ter uma criança, seja qual fôr o motivo que lhes justifique a opção. Ela é sua, é individual, privada e eu respeito-a. Tal como esses e essas mal f****** deveriam, se fossem pessoas de bem ao invés de se lavarem em água benta para afastar as tentações.
Comentários
Mas repara que nem é preciso essa raciocínio (impecável) basta pensar no que é que os senhores que da primeira vez conseguiram que não se mudasse a lei, fizeram durante estes 8 anos. Educação sexual? Planeamento familiar? Apoio à família? Quando ainda continua a haver patrões que despedem mulheres que engravidam (e se estão em contracto não há nada a fazer, 'acabou o cntrato'...) quando as creches que existem sabemos como são, e quanto custam...
Maternidade consciente, sim. Condições de vida, sim. Exactamente por gostar muito de crianças desejo que tenham boas condições de vida. os senhores do não parece que a única fase em que se ralam é o período dos 9 meses _ nasceu, acabou! Que se desenrasque!
Hipócritas!
(espero bem que dê para perceber a repugnância com que falo dessas pessoas. Extremista? Quando o que está em causa é a falta de verdade, de vergonha na cara e manipulação descarada, sim, sou.)
Não percebeo sinceramente, esse tal tanto medo. Só se fôr de perderem as comissões do aborto clandestino que lhes fazem chegar às mãozinhas, ou assim...
Mas é que é aí que ninguém toca e eu acho que se devia dizer isto em parangonas a toda a hora. Querem lá melhor campanha que a denúncia??
!!! Do que ao longo dos anos, em que presto o serviço cívico de integrar as mesas de voto, me venho a aperceber, posso sem dúvidas dizer que a abstenção só não foi maior graças aos defensores do não que ocorreram às mesas de voto no final da missa das 10 da manhã. E podem crer que se me depararam algumas situações caricatas como a de uma senhora dos seus quase 80 anos literalmente arrastada para a Assembleia de voto por “ratas de sacristia”, que em plena secção de voto lhe gritaram aos ouvidos onde deveria pôr a cruz, tendo que as chamar à atenção para a ilegalidade que estavam a cometer. E sim, eram ratas de sacristia pois deixaram isso bem expresso nas suas palavras.