da pessoa que foste.
Dos momentos que não vão voltar.
Relembras as memórias duma música, um gesto perdido, um olhar partilhado numa noite de verão, o sentimento de eternidade- diz boa noite aos senhores . Boa noite!, a insustentável certeza de que te queriam e tu querias.
Relembras.
Sabes, agora, que não haverá réplica, o que eras não tornarás a ser, quem te olhava nessa altura não mais verá o que viu.
Percorres - frame a frame - cada minuto do que foi vivido, sabes de cor o que sentiste, imaginas o que outros terão sentido. Não sabes como abdicar dessa perfeição que não pediste mas te foi oferecida.
Não sabes e por isso procuras não esquecer. Precisas que outros te validem o que foi real. Na sua ausência, o que te resta são registos, vozes longíguas, olhares gravados, sorrisos tímidos, um sopro de Verão. Não saberás nunca se o que sentes tem espelho no coração de alguém.
Mas acreditas que o que foste terá deixado marca.
Longe da "exaltação" inicial da entrada na blogosfera, hoje, reduzo-me a um pequeno núcleo de blogues que me despertam interesse. Cada vez mais pequeno. Dispenso blogues sobre política, "noticiários" quase réplica dos restantes órgãos/meios de comunicação social. Não consulto os blogues de "colunáveis" da blogosfera pois por serem "de referência" despertam a minha veia "do contra" e, para além disso, vejo os seus autores noutros suportes a dizer as suas coisas, daí já não me apetecer ver o que dizem por esta via. Não tenho paciência para blogues quase só feitos de imagens, muito menos os que seguem à risca o mote "uma imagem vale mais que mil palavras". Para isso vou a sites de fotografia, que os há aos molhos, e escolho eu as fotos de que gosto. Cada vez menos me interessam as polémicas, os intensos debates sobre as opiniões/posições políticas e afins de uns quantos blogues opositores também tidos como "de referência...
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