Velozmente.
Em catadupa, atropelando-se, uma hora a seguir à outra, os minutos todos ao molho, enrolados, um novelo de emoções, sensações, decisões.
Em piloto automático vamos seguindo, cavalgando a onda, sem pensar, sem parar.
Não há tempo. O tempo foge-nos, imparável, sem que algo nos ajude a fazê-lo parar. Pelo meio, vamos ultrapassando barreiras, contornando os obstáculos, encerrando [os que são encerráveis] capítulos.
Quando, por fim, conseguimos assentar e um momento de pausa se instala, é como se não fosse verdade e limitamo-nos a fazer de conta que descansamos.
No fundo, o tic tac continua dentro de nós, apenas com um volume um pouco mais baixo. Para de novo nos acordar, aos gritos, como se tivéssemos falhado em cumprir algo irrecuperável.
Até quando, eis a questão.
(post SAPO Setembro 15, 2023)
Longe da "exaltação" inicial da entrada na blogosfera, hoje, reduzo-me a um pequeno núcleo de blogues que me despertam interesse. Cada vez mais pequeno. Dispenso blogues sobre política, "noticiários" quase réplica dos restantes órgãos/meios de comunicação social. Não consulto os blogues de "colunáveis" da blogosfera pois por serem "de referência" despertam a minha veia "do contra" e, para além disso, vejo os seus autores noutros suportes a dizer as suas coisas, daí já não me apetecer ver o que dizem por esta via. Não tenho paciência para blogues quase só feitos de imagens, muito menos os que seguem à risca o mote "uma imagem vale mais que mil palavras". Para isso vou a sites de fotografia, que os há aos molhos, e escolho eu as fotos de que gosto. Cada vez menos me interessam as polémicas, os intensos debates sobre as opiniões/posições políticas e afins de uns quantos blogues opositores também tidos como "de referência...
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