de um fôlego, como se a avalanche de palavras não pudesse ser contida.
Sou capaz de matutar numa frase enquanto faço a vida normal, compras, carro, trabalho, café, casa. Ela ali anda comigo, espreita por entre um pensamento e outro, insiste, quer sair, precisa de ver a luz do dia. Quando sinto que me foge e a perco tenho que parar, deixar o que estava a fazer, sentar-me e escrever.
Depois de a ver no fundo branco do ecrã, de a encadear com outra frase e mais outra e ainda outra e a história desabrochar e a mensagem por ali ficar, suspiro.
Já posso voltar à vida normal, compras, carro, trabalho, café, casa.
(post SAPO Março/2029)
Longe da "exaltação" inicial da entrada na blogosfera, hoje, reduzo-me a um pequeno núcleo de blogues que me despertam interesse. Cada vez mais pequeno. Dispenso blogues sobre política, "noticiários" quase réplica dos restantes órgãos/meios de comunicação social. Não consulto os blogues de "colunáveis" da blogosfera pois por serem "de referência" despertam a minha veia "do contra" e, para além disso, vejo os seus autores noutros suportes a dizer as suas coisas, daí já não me apetecer ver o que dizem por esta via. Não tenho paciência para blogues quase só feitos de imagens, muito menos os que seguem à risca o mote "uma imagem vale mais que mil palavras". Para isso vou a sites de fotografia, que os há aos molhos, e escolho eu as fotos de que gosto. Cada vez menos me interessam as polémicas, os intensos debates sobre as opiniões/posições políticas e afins de uns quantos blogues opositores também tidos como "de referência...
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