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Traço

desenhar a escrita
aqui



um risco, curvo.
Depois outro, mais curto, com uma ponta que vira ligeiramente para cima.
Deixo correr o traço, à solta, em círculos como ondas pequenas de uma maré que, subitamente, começa a encher, a encher, até desaguar para um lado qualquer, que lhe consiga conter a fúria invasiva.
Recosto-me para trás, um bocadinho afastada, para conseguir apreciar as palavras que escrevi.

A seguir, recomeço do princípio, para nunca me esquecer de como se desenha a escrita.

Comentários

shark disse…
É uma espécie de mito do eterno retorno... :)
Desafia as palavras que elas depois puxam por ti.
Beijo.
Mar disse…
Sabes, quando se pára muito tempo, perde-se a mão.
E então na escrita com caneta e aparo, nem te digo nada...
Mar disse…
Emiéle, é muita honra para mim que assim penses.
E não te preocupes, o Pontos ainda agora começou, sabes, estou assim a modos que a reaprender, devagar, um passito de cada vez..:-)*
jp(JoanaPestana) disse…
é bom que redesenhes a escrita, inventas os traços gozo que te dão
eu voltei ao traços tinta escorrida, e descobri que ainda me perco no tempo das telas que por qualquer motivo fiz por esquecer.
gosto de te ler, mas acho que já te tinha dito:-)
Mar disse…
Mas é sempre bom saber, jp. E ver por aqui "caras" conhecidas, também. ;-)

E nunca esquecemos as coisas que verdadeiramente fizeram com que nos perdêssemos por elas...como eu costumo dizer, há impressões digitais de emoções que são indeléveis. ;-)

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