Nesta cidadela virtual que é a blogosfera, não é difícil esquecermo-nos da verdadeira dimensão da nossa existência. Somos de carne e osso, vertemo-nos para este espaço sob a forma de palavras e, às tantas, quase nem distinguimos qualquer diferença entre o que somos na nossa vida normal e a personagem que encarnamos por aqui.
De tanto confundirmos as coisas, convencemo-nos da nossa importância para os que nos lêem e formam de nós opinião, através do carácter que trancrevemos para os nossos textos. Esforçamo-nos por causar boa impressão, lógico. Consideramo-nos pessoas de bem e é isso que pretendemos que os outros nos considerem. Por isso reagimos tão mal quando nos tentam denegrir a imagem. Ainda mais, quando não reconhecemos aos outros a idoneidade requerida para tentarem pôr a nossa em causa. E, pior ainda, quando os outros se esquecem, eles próprios, que não a possuem. Não nos ficamos. Damos o troco que entendemos que merece o agressor. E damos, assim, azo a algumas das cenas menos elevadas que este meio de comunicação livre nos proporciona.
É por isso que, quando tomamos consciência do ridículo da situação e relativizamos a nossa presença neste meio, deixamos de ter pachorra para alimentar mais episódios de novela mexicana.
As pessoas que vivem dentro dos blogues, têm as suas existências dependentes de um simples clique.
Se ele não se concretizar, morreram.
Para mim, a partir de hoje, está declarado o óbito dos dois blogues da discórdia. Não tenciono mais accionar o interruptor que os faz existir aos meus olhos (sim, podem controlar o desaparecimento do meu IP), podem continuar a divertir-se da forma pobre como o têm feito desde sempre. Nem percebo porque me deixei levar nos iscos apodrecidos que foram lançando.
De tanto confundirmos as coisas, convencemo-nos da nossa importância para os que nos lêem e formam de nós opinião, através do carácter que trancrevemos para os nossos textos. Esforçamo-nos por causar boa impressão, lógico. Consideramo-nos pessoas de bem e é isso que pretendemos que os outros nos considerem. Por isso reagimos tão mal quando nos tentam denegrir a imagem. Ainda mais, quando não reconhecemos aos outros a idoneidade requerida para tentarem pôr a nossa em causa. E, pior ainda, quando os outros se esquecem, eles próprios, que não a possuem. Não nos ficamos. Damos o troco que entendemos que merece o agressor. E damos, assim, azo a algumas das cenas menos elevadas que este meio de comunicação livre nos proporciona.
É por isso que, quando tomamos consciência do ridículo da situação e relativizamos a nossa presença neste meio, deixamos de ter pachorra para alimentar mais episódios de novela mexicana.
As pessoas que vivem dentro dos blogues, têm as suas existências dependentes de um simples clique.
Se ele não se concretizar, morreram.
Para mim, a partir de hoje, está declarado o óbito dos dois blogues da discórdia. Não tenciono mais accionar o interruptor que os faz existir aos meus olhos (sim, podem controlar o desaparecimento do meu IP), podem continuar a divertir-se da forma pobre como o têm feito desde sempre. Nem percebo porque me deixei levar nos iscos apodrecidos que foram lançando.
Para este peditório já dei que chegue. Uff!