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Dos finais (felizes)

Nesta cidadela virtual que é a blogosfera, não é difícil esquecermo-nos da verdadeira dimensão da nossa existência. Somos de carne e osso, vertemo-nos para este espaço sob a forma de palavras e, às tantas, quase nem distinguimos qualquer diferença entre o que somos na nossa vida normal e a personagem que encarnamos por aqui.
De tanto confundirmos as coisas, convencemo-nos da nossa importância para os que nos lêem e formam de nós opinião, através do carácter que trancrevemos para os nossos textos. Esforçamo-nos por causar boa impressão, lógico. Consideramo-nos pessoas de bem e é isso que pretendemos que os outros nos considerem. Por isso reagimos tão mal quando nos tentam denegrir a imagem. Ainda mais, quando não reconhecemos aos outros a idoneidade requerida para tentarem pôr a nossa em causa. E, pior ainda, quando os outros se esquecem, eles próprios, que não a possuem. Não nos ficamos. Damos o troco que entendemos que merece o agressor. E damos, assim, azo a algumas das cenas menos elevadas que este meio de comunicação livre nos proporciona.

É por isso que, quando tomamos consciência do ridículo da situação e relativizamos a nossa presença neste meio, deixamos de ter pachorra para alimentar mais episódios de novela mexicana.

As pessoas que vivem dentro dos blogues, têm as suas existências dependentes de um simples clique.
Se ele não se concretizar, morreram.
Para mim, a partir de hoje, está declarado o óbito dos dois blogues da discórdia. Não tenciono mais accionar o interruptor que os faz existir aos meus olhos (sim, podem controlar o desaparecimento do meu IP), podem continuar a divertir-se da forma pobre como o têm feito desde sempre. Nem percebo porque me deixei levar nos iscos apodrecidos que foram lançando.

Para este peditório já dei que chegue. Uff!

Mensagens populares deste blogue

Que tipo de leitores seremos?

Longe da "exaltação" inicial da entrada na blogosfera, hoje, reduzo-me a um pequeno núcleo de blogues que me despertam interesse. Cada vez mais pequeno. Dispenso blogues sobre política, "noticiários" quase réplica dos restantes órgãos/meios de comunicação social. Não consulto os blogues de "colunáveis" da blogosfera pois por serem "de referência" despertam a minha veia "do contra" e, para além disso, vejo os seus autores noutros suportes a dizer as suas coisas, daí já não me apetecer ver o que dizem por esta via. Não tenho paciência para blogues quase só feitos de imagens, muito menos os que seguem à risca o mote "uma imagem vale mais que mil palavras". Para isso vou a sites de fotografia, que os há aos molhos, e escolho eu as fotos de que gosto. Cada vez menos me interessam as polémicas, os intensos debates sobre as opiniões/posições políticas e afins de uns quantos blogues opositores também tidos como "de referência...

Esta coisa

nova eu eu descobri na minha mais recente mudança de template e que escarrapachei ali pró lado é muito útil! Eu, que apesar da minha teimosia e de aprender html à conta de muito queimar pestanas, nunca fui capaz de arranjar uma cena daquelas dos feeds ou rss's ou lá o que é e que serviria para me dizer quais os meus blogue(r)s favoritos que tinham acabado de publicar e quando. Nunca fiz a menor idéia de onde ir buscar tal coisa, se tinha que instalar software se não, se apenas teria que que aceder a um site tipo sitemeter, copiar códigos, sei lá, nunca descobri. Nem me esforcei muito, confesso. Apenas maldizia a minha sorte de cada vez que fazia mais uma ronda pelos favoritos e os descobria iguais, paraditos. Aparece agora esta funcionlidade, toda lindinha, no blogger que, diga-se em abono da verdade, tem feito algum esforço de modernização para se equiparar às outras plataformas teoricamente mais sofisticadas. E é ver, os meus favoritos todos ali ao lado, actualizados ao minuto. ...

Eu gosto

das artes. Juro. E da cultura de um modo geral. Gosto de ler bons livros, visitar museus, assistir a espectáculos de todo o tipo, admirar Bieniais de artes plásticas na Festa do Avante ou fora dela. Tenho os livros quase todos do Saramago, adoro a escrita do Zé Luis Peixoto. Encanto-me com a música dos corais alentejanos mas também sou capaz de ficar de olhar perdido no vazio a ouvir Muse e Pearl Jam. Palavra. Agora, abro a porra do Facebook e quase me nauseia ver hoje as publicações de malta que flutua alegremente numa nuvem fofa alheia de tudo quanto os rodeia, anunciando lançamentos de livros, fala de filmes e idas ao cinema, publicita iniciativas de qualidade mas que não reflectem a realidade do país em que vivemos HOJE. No dia de HOJE, depois daquela cambada de imbecis ter anunciado as linhas com que nos Governa. Desculpem lá o mau feitio* mas acho que HOJE qualquer cidadão responsável só tinha um único caminho, um dever: gritar bem alto a condenação a esta política , a este...