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Dos finais (felizes)

Nesta cidadela virtual que é a blogosfera, não é difícil esquecermo-nos da verdadeira dimensão da nossa existência. Somos de carne e osso, vertemo-nos para este espaço sob a forma de palavras e, às tantas, quase nem distinguimos qualquer diferença entre o que somos na nossa vida normal e a personagem que encarnamos por aqui.
De tanto confundirmos as coisas, convencemo-nos da nossa importância para os que nos lêem e formam de nós opinião, através do carácter que trancrevemos para os nossos textos. Esforçamo-nos por causar boa impressão, lógico. Consideramo-nos pessoas de bem e é isso que pretendemos que os outros nos considerem. Por isso reagimos tão mal quando nos tentam denegrir a imagem. Ainda mais, quando não reconhecemos aos outros a idoneidade requerida para tentarem pôr a nossa em causa. E, pior ainda, quando os outros se esquecem, eles próprios, que não a possuem. Não nos ficamos. Damos o troco que entendemos que merece o agressor. E damos, assim, azo a algumas das cenas menos elevadas que este meio de comunicação livre nos proporciona.

É por isso que, quando tomamos consciência do ridículo da situação e relativizamos a nossa presença neste meio, deixamos de ter pachorra para alimentar mais episódios de novela mexicana.

As pessoas que vivem dentro dos blogues, têm as suas existências dependentes de um simples clique.
Se ele não se concretizar, morreram.
Para mim, a partir de hoje, está declarado o óbito dos dois blogues da discórdia. Não tenciono mais accionar o interruptor que os faz existir aos meus olhos (sim, podem controlar o desaparecimento do meu IP), podem continuar a divertir-se da forma pobre como o têm feito desde sempre. Nem percebo porque me deixei levar nos iscos apodrecidos que foram lançando.

Para este peditório já dei que chegue. Uff!

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Escrevo

melhor na sombra. Em busca de um pouco de silêncio, volto a esta velha casa, tantos anos ponto de encontro de anónimos, sem amarras, sem nós.  É dificil escrever sobre o medo num local onde se reúnem filhos, irmãos, amigos com rosto, uns mais outros menos, quase nenhuns verdadeiros, quase todos voyers àvidos de vidas que não sejam a sua, sobretudo se houver sangue. Sao salas ruidosas e cheias de tudo, música em loop, filmes da vida real e muita ficção, conversas cruzadas de quem só pede um pouco de atenção, imagens de mundos ao alcance de poucos, quanto mais exótico melhor. São espaços abertos, imensos, demasiado amplos, sem horizonte à vista, cheios de gente aos encontrões, como migantes perdidos em busca de um chão. Andamos por ali, uns e outros, deambulando em scroll, todos conhecidos, todos atores de um teatro que não baixa nunca o pano. E sem espaço para parar, cansados, sem sermos ouvidos, percebemos que só precisamos de um pouco de silêncio. De abrir de novo a represa e...

Esta coisa

nova eu eu descobri na minha mais recente mudança de template e que escarrapachei ali pró lado é muito útil! Eu, que apesar da minha teimosia e de aprender html à conta de muito queimar pestanas, nunca fui capaz de arranjar uma cena daquelas dos feeds ou rss's ou lá o que é e que serviria para me dizer quais os meus blogue(r)s favoritos que tinham acabado de publicar e quando. Nunca fiz a menor idéia de onde ir buscar tal coisa, se tinha que instalar software se não, se apenas teria que que aceder a um site tipo sitemeter, copiar códigos, sei lá, nunca descobri. Nem me esforcei muito, confesso. Apenas maldizia a minha sorte de cada vez que fazia mais uma ronda pelos favoritos e os descobria iguais, paraditos. Aparece agora esta funcionlidade, toda lindinha, no blogger que, diga-se em abono da verdade, tem feito algum esforço de modernização para se equiparar às outras plataformas teoricamente mais sofisticadas. E é ver, os meus favoritos todos ali ao lado, actualizados ao minuto. ...