Há um rapazito a quem iniciei (salvo seja) na blogosfera, anos atrás. Sendo eu muuuuito mais velha que o próprio, há sempre aquela tendência maternal de ajudar a não cometer os mesmos erros que nós próprios cometemos por não termos tido assim um(a) amigo(a) mais velho(a), suficiente maluco para embarcar em coisas malucas como esta (leia-se, andar a despejar as nossas intimidades para uma folha online). E, em resposta, da parte dele existe a inevitabilidade de uma apreciação superior ao normal, de algumas coisas que eu produzo.
Que sabe bem, claro, embora a gente diga que não e tal, que isto a modéstia é uma coisa muito bonita. Por isso, acedendo ao teu pedido, cá está o repost, puto.
Sigo o vento
Que sabe bem, claro, embora a gente diga que não e tal, que isto a modéstia é uma coisa muito bonita. Por isso, acedendo ao teu pedido, cá está o repost, puto.
Sigo o vento
Sigo-te o rasto, enquanto passeio por entre cada raio de sol que te toca.Enquanto respiro o ar frio da manhã, sem nunca saber onde estás.
Sem te ver, ouço o teu riso, vejo-te o brilho no olhar, consigo imaginar do que falas, conheço a música que te emociona, sei o que tens na alma.
Sigo-te o rasto, sem ser para te encontrar mas apenas porque sei que antes fizeste aquele caminho.
Que o teu perfume ficou no ar, que as tuas mãos tocaram a pedra, a madeira, o metal que eu percorro com as minhas.
Sigo o vento, que não me leva até ti. Mas sigo-o na mesma. Sei que antes te despenteou os cabelos.
Não te tenho. Não me tens.
Recorto pedaços de ti, que vou colando cuidadosamente dentro do meu peito, na tentativa de que um dia façam o todo. Embora saiba que esse dia não chega. Que faltará sempre um pedaço. Ou mais que um, muitos, talvez, não sei. Nunca soube.
Os olhos, aqui. O gesto, que fizeste noutro dia. A forma como mexes as mãos, quando falas. Um sorriso, ali. A roupa que vestias quando quase nos tocámos. A conversa breve. O peso de uma palavra, noutro lugar. O teu cheiro...suave, tão próximo e tão inatingível.
Não te tenho. Nunca me tiveste.
Mas houve um dia, um único dia, um momento, em que os caminhos paralelos das nossas vidas, embora não tivessem sido os da nossa perdição, se cruzaram num nó(s) perfeito.
Sem te ver, ouço o teu riso, vejo-te o brilho no olhar, consigo imaginar do que falas, conheço a música que te emociona, sei o que tens na alma.
Sigo-te o rasto, sem ser para te encontrar mas apenas porque sei que antes fizeste aquele caminho.
Que o teu perfume ficou no ar, que as tuas mãos tocaram a pedra, a madeira, o metal que eu percorro com as minhas.
Sigo o vento, que não me leva até ti. Mas sigo-o na mesma. Sei que antes te despenteou os cabelos.
Não te tenho. Não me tens.
Recorto pedaços de ti, que vou colando cuidadosamente dentro do meu peito, na tentativa de que um dia façam o todo. Embora saiba que esse dia não chega. Que faltará sempre um pedaço. Ou mais que um, muitos, talvez, não sei. Nunca soube.
Os olhos, aqui. O gesto, que fizeste noutro dia. A forma como mexes as mãos, quando falas. Um sorriso, ali. A roupa que vestias quando quase nos tocámos. A conversa breve. O peso de uma palavra, noutro lugar. O teu cheiro...suave, tão próximo e tão inatingível.
Não te tenho. Nunca me tiveste.
Mas houve um dia, um único dia, um momento, em que os caminhos paralelos das nossas vidas, embora não tivessem sido os da nossa perdição, se cruzaram num nó(s) perfeito.
Comentários
Ok, com a do cota tás vingado.
Obrigada, pá.