precisávamos, todos, de um bocadinho mais de esperança.
Nem sei porque me fui lembrar disto, ao ver a mulher travar violentamente no semáforo que caiu para vermelho, à minha frente. Vendo bem, nem sequer era à m
nha frente mas mais assim para o lado, ao meu lado direito. Talvez tivesse sido a expressão ou a sua ausência. Um rosto de mulher inexpressivo, parado num semáforo qualquer à minha frente (que chatice, pronto, tá bem, era assim mais para a direita). Sem esperança. Desprovido de cor. Apeteceu-me sair do carro, uma longa fila atrás a buzinar, deve ser louca, a gaja é completamente passada! e dirigir-me até ela, pousar-lhe uma mão no ombro e dizer que ainda há esperança. Acordá-la, abaná-la, ganhar uma centelha de luz, ganhar o dia e voltar para o carro de sorriso nos lábios, mais leve.
nha frente mas mais assim para o lado, ao meu lado direito. Talvez tivesse sido a expressão ou a sua ausência. Um rosto de mulher inexpressivo, parado num semáforo qualquer à minha frente (que chatice, pronto, tá bem, era assim mais para a direita). Sem esperança. Desprovido de cor. Apeteceu-me sair do carro, uma longa fila atrás a buzinar, deve ser louca, a gaja é completamente passada! e dirigir-me até ela, pousar-lhe uma mão no ombro e dizer que ainda há esperança. Acordá-la, abaná-la, ganhar uma centelha de luz, ganhar o dia e voltar para o carro de sorriso nos lábios, mais leve. Não fora o semáforo ter ficado verde tão depressa e tinha-o feito. De certeza que tinha.
Comentários
:-)
(tás melhor, gajo?)