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Quase parece

que muito pouco haverá a dizer, depois do post anterior a este. O que poderá ser maior, mais puro, interessante ou relevante que o amor incomensurável que se sente por um filho, o orgulho desmedido pelas suas "gracinhas", a realização plena de se ter sido capaz de trazer ao mundo aquele ser tão perfeito, a ternura imensa, o riso, as lágrimas, a inquietação, o sossego da noite que enfim chega e em que o sono tranquilo, já solto pelos lençóis, nos assegura que, por hoje, correu tudo bem. Que estão a salvo. O que poderá ser maior que isto, perguntava eu?
Nada, nada, nada. Surge-me, clara e cristalina, a resposta. A mesma que acredito que surja a todos os pais ou, àqueles que não sendo, sabem lá dentro do peito que as crianças são o tesouro mais precioso que existe no mundo.
Assim sendo, por hoje, fico-me por aqui. :-)

Comentários

Susete Evaristo disse…
Mas quando eles crescem e se tornam adultos brota um outro amor um outro GRANDE AMOR. Sim são os netos, neles revivemos o amor pelos filhos matamos saudades das sua brincadeiras e gracinhas é assim uma coisa inexplicavel não sei se é o renascer do amor sentido pelos filhos sei que brota do peito algo inimaginavel, é o voltar a ser menina, brincar como as crianças, sem as preocupações antes sentidas, e é a imensa ternura devolvida num abraço ou num beijo e nas palavras inocentes como as que hoje ouvi ao mesmo tempo que uns bracinhos me envolviam com ternura:
Avó tu és uma menina grande!
cereja disse…
É certo.
É uma experiência intraduzível, só a podemos viver e partilhar parte da sensação com quem também sente como nós.
E como diz a Susette, TODAS as fases da vida dos nossos filhos são vividas por nós de um modo intenso e absoluto. Sempre. Começam a andar ou a falar e é uma maravilha. Vão para o infantário, socializam, fazem amigos, outra maravilha. Vão para a Escola, aprendem montes de coisas, partilham experiências emotivas, estão «crescidos», outra maravilha. Ficam espigados, adolescentes, refilões, autónomos, inquietos, preocupados, tomam consciência social - mais encanto. Estão jovens adultos, namoram, começam a trabalhar, têm ideias diferentes das nossas - excelente. Por sua vez têm um bebé e o ciclo parece nunca acabar... e nós sempre encantados por termos dado origem à magia que é uma vida.
Mar disse…
Amigas, mil desculpas pela ausência (trabalho, muito, muito, o que é bom) e um grande obrigado por terem completado tão bem o meu post com os vossos lindíssimos comentários, um beijo a ambas. :-)

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