
há quanto tempo nem em que local (mas sei que foi há bué..), li de relance uma notícia que achei absolutamente fantástica e da qual resolvi fazer copy/paste para poder ler com calma mais tarde.
No entretanto e dada a pouca tendência aqui da Je para a organização perdi-lhe o rasto e dei agora com ela no pc cá de casa, ciosamente guardada num local que o rebento mais velho pomposamente apelidou de "Pasta da mãe"...
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A exposição REMADE IN Portugal - que é inaugurada hoje na Estufa Fria, em Lisboa, de onde partirá para Serralves, no Porto, a partir de 19 de Outubro - está aí para provar isso mesmo. São 15 os designers e arquitectos portugueses que apresentam criações feitas com material reciclado. A partir do lixo que vai parar aos caixotes domésticos, nuns casos, e de resíduos industriais, noutros.
...é a transposição para Portugal do projecto italiano chamado REMADE IN Italy, criado em 2004, em colaboração com o Ministério do Ambiente italiano, com a finalidade de difundir a cultura do ecodesign e do desenvolvimento sustentável. O segundo país a aderir à iniciativa foi a Argentina e o terceiro Portugal, em Janeiro deste ano.
"Por cá, a consciência ecológica anda mais incipiente. "A minha preocupação mais ecológica é recusar-me a usar peles ou pêlos de animais que não sejam comestíveis", confessa o estilista Luís Buchinho, dizendo-se pouco adepto da cortiça, o material que escolheu para a sua bolsa Butterfly.Ao contrário, o arquitecto Manuel Aires Mateus, inventor da calçada acústica, também no REMADE IN Portugal, acha que "as preocupações com a ecologia já têm repercussões práticas na arquitectura". E hão-de ter muito mais, se a sua proposta for "comprada". Esta consiste num pavimento parecido com a calçada à portuguesa, com os cubos pretos e brancos mas compostos por granulado e fibra de pneu. "O que nos interessava era poder fazer um pavimento que, sendo em borracha, não provocasse ruído e pudesse ser aplicado nos centros urbanos, em zonas pedonais ou com pouco tráfego", acrescenta. Inspirou-se nas calçadas em madeira que pisou em cidades como Praga. A "calçada acústica" ainda não é um produto acabado. "Continuamos em testes porque a ideia é produzir este material a baixo custo, para o tornar concorrencial, mas com maior resistência para poder ser pisado por carros a velocidades mais altas."
E agora pergunto eu: se nada se perde, tudo se transforma, já o dizia o outro, porque raio andamos nós aqui a pagar os olhinhos da/o cara /outro local situado mais abaixo (riscar o que não interessa) a gajos que continuam a usar o petróleo como matéria prima para fabricar quase tudo e paga a peso de ouro?
Já para não falar da vertente estética do caso, é que, regra geral, tudo quanto é material reciclado é dez vezes mais bonito que o original. Experimentem lá clicar em Silestone no Google e observem a minha mais nova bancada de cozinha a substituir o tradicional granito, muito mais resistente e de cor à escolha do freguês - mais cara também, diga-se em abono da verdade e essa é outra das questões que eu gostaria de ver esclarecida...
Comentários
Razão pela qual concordo com o que dizes tudo pode ser reaproveitado.
Depois só há que produzir em alta escala (como refere o arquitecto) para que a coisa seja possível de coercializar a baixos custos, quer de produção, quer para o consumidor final - nós!.
Claro qeu primeiro eantes de tudo isto há que afrontar os lobbies instalados, leia-se, as petrolíferas e isso ainda vai demorar umas décadas...Bah! talvez quando já não existir salvação para o planeta estes f.da.p. se arrependam.