Avançar para o conteúdo principal

De tempos a tempos

faço uma razia às gavetas.
Nas férias é a altura indicada embora nem sempre consiga dar a a volta àquela vozinha insidiosa que me martela aos ouvidos: cama.., preguiça.., lençóis frescos.., livros.., pilha de revistas..., hmmmm... que, regra geral, consegue obter em mim o chamado "efeito Homer Simpson a babar pelo canto da boca".
Despejar gavetas com quilos de papel antigo é assim uma espécie de lavagem automática da alma. Vamos rasgando recibos de pagamentos vários, de vários anos transactos, cartões de boas festas da última década, contas saldadas com instituições bancárias, apólices de seguro já canceladas e centenas de folhas com anotações obsoletas, como se fôssemos percorrendo a passadeira sob o movimento rotativo das escovas e a espuma redentora.
Fechar uma gaveta acabada de arrumar é encerrar um capítulo, respirar de alívio pelo caminho já percorrido com sucesso, obter espaço para o futuro, abrir a porta a uma vida financeira e de cumprimentos fiscais que recomeça a partir do zero.
Hoje vim do serviço de finanças a saber exactamente quanto vou pagar de mais-valias no IRS de 2008.

Comentários

XICA disse…
Azar, e eu a achar que iria sobrar um perfumezito!
Mar disse…
LOL! Isso até sobra, xica, o que marcha são os papéis antigos. :_)

Mensagens populares deste blogue

Escrevo

melhor na sombra. Em busca de um pouco de silêncio, volto a esta velha casa, tantos anos ponto de encontro de anónimos, sem amarras, sem nós.  É dificil escrever sobre o medo num local onde se reúnem filhos, irmãos, amigos com rosto, uns mais outros menos, quase nenhuns verdadeiros, quase todos voyers àvidos de vidas que não sejam a sua, sobretudo se houver sangue. Sao salas ruidosas e cheias de tudo, música em loop, filmes da vida real e muita ficção, conversas cruzadas de quem só pede um pouco de atenção, imagens de mundos ao alcance de poucos, quanto mais exótico melhor. São espaços abertos, imensos, demasiado amplos, sem horizonte à vista, cheios de gente aos encontrões, como migantes perdidos em busca de um chão. Andamos por ali, uns e outros, deambulando em scroll, todos conhecidos, todos atores de um teatro que não baixa nunca o pano. E sem espaço para parar, cansados, sem sermos ouvidos, percebemos que só precisamos de um pouco de silêncio. De abrir de novo a represa e...

Esta coisa

nova eu eu descobri na minha mais recente mudança de template e que escarrapachei ali pró lado é muito útil! Eu, que apesar da minha teimosia e de aprender html à conta de muito queimar pestanas, nunca fui capaz de arranjar uma cena daquelas dos feeds ou rss's ou lá o que é e que serviria para me dizer quais os meus blogue(r)s favoritos que tinham acabado de publicar e quando. Nunca fiz a menor idéia de onde ir buscar tal coisa, se tinha que instalar software se não, se apenas teria que que aceder a um site tipo sitemeter, copiar códigos, sei lá, nunca descobri. Nem me esforcei muito, confesso. Apenas maldizia a minha sorte de cada vez que fazia mais uma ronda pelos favoritos e os descobria iguais, paraditos. Aparece agora esta funcionlidade, toda lindinha, no blogger que, diga-se em abono da verdade, tem feito algum esforço de modernização para se equiparar às outras plataformas teoricamente mais sofisticadas. E é ver, os meus favoritos todos ali ao lado, actualizados ao minuto. ...