devo ter alma de cigana. Depois de um dia complicado, não vejo maior luxo do que chegar a casa e jogar os sapatos para qualquer lado. Depois, já com os pés na frescura do mosaico, retirar os adereços como se ali se encerrasse a função, cai o pano, o espectáculo já terminou. Por hoje.
Posso ser eu outra vez, sem pinturas ou pulseiras, sem telefones e "só uma palavrinha" e mais uma chatice para resolver em tempo recorde. Eu só, ao natural, de cara lavada e com uma roupa velha enfiada pelo pescoço abaixo, o mais velha e leve possível.
Depois do banho.
Eu sei, só neste último ponto é que ali a tal coisa da alma não bate certo.
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