
Desde sempre que gosto desta designação. Margem esquerda. Esquerda porque sim, sempre e margem porque pressupõe a idéia de rio e me aguça o imaginário sobre histórias de posse de território, bairrismos de ambos os lados e amores separados, contrabandistas e aventurosas travessias nocturnas, luar que se reflecte nas águas mansas e alguém que suspira, velhos cais que acolhem quem chega, abraços que se estendem da parte de quem espera. E começo a construir pontes. Podem até ser de madeira e frágeis, balouçantes, troncos encostados a troncos e atados com cordas roídas pelo tempo e cruzá-las pode ser um verdadeiro desafio ao perigo. Podem ser periclitantes e, ainda assim, há sempre quem as cruze. Porque a vontade de chegar é mais forte que todas as condicionantes do caminho.
A propósito da minha jornadade luta de hoje, feita com gente amiga de ambas as margens. A imagem poderia ser a do Guadiana mas o espírito da terra de onde venho é de papoilas. Para além de ser de cravos, evidentemente. :-)
A propósito da minha jornada
Comentários
:-)
(tou a brincar para não ficarmos aqui as duas cheias de lagrininha ao canto) ;-))
Mas olha que as papoilas como símbolo não lhe fica atrás.
É uma flor lindíssima. Talvez porque completamente selvagem.
beijo, Mar.
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Cris, IpÊ de estrada, era isso que queria dizer? Se fôr assim, o mais possível e pode ser amarelo, azul, anil, qual arco-íris que liga dois pontos distantes.
(o português do brasil ainda tem uns termos que não se identificam facilmente por cá ...) :-))
Bj
E foi lá, na tua terra, que euestive. :-)