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Dá-me vontade

de dançar à chuva.

Comentários

Anónimo disse…
Está bem, mas vê se te agasalhas.
Mar disse…
LOL! Está um grizo do caraças. Mas ontem à noite não estava e a chuva era pouca. Obrigada pela preocupação, tia clotilde. :-))
Susete Evaristo disse…
!!!E Eu gosto de andar, a pé, no meio do nevoeiro quanto mais denso melhor. Manias que nos trazem felicidade.
Mar disse…
E cada um com as suas, suzete. ;-))

(o nevoeiro a mim faz-me um bocado de claustrofobia)
Susete Evaristo disse…
Ora muito bem à pouco tive de sair mas queria deixar-te uma mensagem muito especial e vai ser mesmo aqui.
Ao fim de alguns meses de espera chegou finalmente à minha mão no passado dia 24 "A imperfeição do Amor" acabei de o ler ontem. Bebi cada palavra e queres saber, adorei. O drama de "Guernica" retratado no quadro de picasso transformado aqui no sonho do caminheiro, é fantástco. Como todos os livros que me tocam na alma, este está cheio de notas que vou escrevendo nas margens. Joaquim Mestre mais uma vez levou-me de volta à minha infância. É que embora tenha situado o romance na Galiza podemos aperceber-nos aqui e ali o alentejano que escreve.
Os termos "casa de fora" ou a caiação tão caracteristica no alentejo; a galinha acerejada que nem em Lisboa sabem o que isso é;
ou ainda quando refere na pág. 169 que se Quico não fosse com medo iria assobiando ou cantando uma "moda". Mais tomei por fim a decisão que andava a bailar na minha cabeça há já alguns anos. Vou passar ao papel ou como quem diz ao computador estórias antigas da minha família pois sou a única da geração mais velha a quem foram confiadas e não podem morrer comigo. Algumas tratam-se de segredos, segredos intimos vidas desfeitas de amores proibidos e grendes sofrimentos. Quem sabe alguém não pegará nesses escritos e lhe dá forma de romance.
Mar disse…
Amiga susete...depois de ler este teu comentário só posso mesmo chamar-te assim.Obrigada por me considerares merecedora de tamanha mensagem, naturalmente pelo que me contas no final. Quem sabe. Escreve, escreve tudo, o património que nos legam dessa forma não pode perder-se enterrado apenas na nossa memória. Sabes que o Mestre, para escrever um romance, rodeia-se de material e documentos que vai desencantar sei lá onde e elabora uma aturada e teimosa pesquisa, ou não fosse ele da área da história...Este romance foi resultado disso e é como bem dizes um retrato histórico ao mesmo tempo que uma autobiografia em certas passagens. Quem sabes daqui a uns anos estamos a ler o teu. :-)

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