de dançar à chuva.
Longe da "exaltação" inicial da entrada na blogosfera, hoje, reduzo-me a um pequeno núcleo de blogues que me despertam interesse. Cada vez mais pequeno. Dispenso blogues sobre política, "noticiários" quase réplica dos restantes órgãos/meios de comunicação social. Não consulto os blogues de "colunáveis" da blogosfera pois por serem "de referência" despertam a minha veia "do contra" e, para além disso, vejo os seus autores noutros suportes a dizer as suas coisas, daí já não me apetecer ver o que dizem por esta via. Não tenho paciência para blogues quase só feitos de imagens, muito menos os que seguem à risca o mote "uma imagem vale mais que mil palavras". Para isso vou a sites de fotografia, que os há aos molhos, e escolho eu as fotos de que gosto. Cada vez menos me interessam as polémicas, os intensos debates sobre as opiniões/posições políticas e afins de uns quantos blogues opositores também tidos como "de referência...
Comentários
(o nevoeiro a mim faz-me um bocado de claustrofobia)
Ao fim de alguns meses de espera chegou finalmente à minha mão no passado dia 24 "A imperfeição do Amor" acabei de o ler ontem. Bebi cada palavra e queres saber, adorei. O drama de "Guernica" retratado no quadro de picasso transformado aqui no sonho do caminheiro, é fantástco. Como todos os livros que me tocam na alma, este está cheio de notas que vou escrevendo nas margens. Joaquim Mestre mais uma vez levou-me de volta à minha infância. É que embora tenha situado o romance na Galiza podemos aperceber-nos aqui e ali o alentejano que escreve.
Os termos "casa de fora" ou a caiação tão caracteristica no alentejo; a galinha acerejada que nem em Lisboa sabem o que isso é;
ou ainda quando refere na pág. 169 que se Quico não fosse com medo iria assobiando ou cantando uma "moda". Mais tomei por fim a decisão que andava a bailar na minha cabeça há já alguns anos. Vou passar ao papel ou como quem diz ao computador estórias antigas da minha família pois sou a única da geração mais velha a quem foram confiadas e não podem morrer comigo. Algumas tratam-se de segredos, segredos intimos vidas desfeitas de amores proibidos e grendes sofrimentos. Quem sabe alguém não pegará nesses escritos e lhe dá forma de romance.