que eu quero escrever sobre o tema genérico de 'amarras' e quejandos, aplicado à vida quotidiana e um pouco mais além. Boa?
melhor na sombra. Em busca de um pouco de silêncio, volto a esta velha casa, tantos anos ponto de encontro de anónimos, sem amarras, sem nós. É dificil escrever sobre o medo num local onde se reúnem filhos, irmãos, amigos com rosto, uns mais outros menos, quase nenhuns verdadeiros, quase todos voyers àvidos de vidas que não sejam a sua, sobretudo se houver sangue. Sao salas ruidosas e cheias de tudo, música em loop, filmes da vida real e muita ficção, conversas cruzadas de quem só pede um pouco de atenção, imagens de mundos ao alcance de poucos, quanto mais exótico melhor. São espaços abertos, imensos, demasiado amplos, sem horizonte à vista, cheios de gente aos encontrões, como migantes perdidos em busca de um chão. Andamos por ali, uns e outros, deambulando em scroll, todos conhecidos, todos atores de um teatro que não baixa nunca o pano. E sem espaço para parar, cansados, sem sermos ouvidos, percebemos que só precisamos de um pouco de silêncio. De abrir de novo a represa e...
Comentários
É que eu não sei o que são ("amarras" e quejandos) e fiquei intrigada, curiosa ou como é mais usual dizer; Em pulgas.
volto. Beijos
Eu pelo menos creio que entendi, porque sinto muitas vezes uma vontade enorme de abrir as asas e ir dar uma volta. Sem amarras.
(entendeste bem, emiéle. Mas às vezes temos que ir mesmo ao fundo da questão, deitar para fora tudo o que por dentro nos consome, para evitarmos definhar com a praga que carregamos. Mais logo)