É o título desta foto. Mais o título do que quero escrever. E que talvez não consiga.
Como se escreve a grandeza de alguém? A justa medida do valor? A autenticidade do ser, aquela que não precisa de holofotes para se fazer notar. De que forma se pode verter em texto uma amizade? A cumplicidade de anos que se escoa sem palavras, como um rio que corre de mansinho, sem sobressaltos. Perene, a palavra por ele escolhida para figurar na folha de rosto de um livro que me oferece sem ser preciso dizer nada. De parte a parte. Talvez nada disto se escreva mas tão só se veja. E seja, afinal, isso mesmo que interessa. Nos olhos e nos gestos. E nos silêncios das mãos. Aqueles mesmos que ele tão bem descreve, a páginas tantas deste livro de poesia. Não apenas mais um. O Livro.
Este é o livro que consagra Carreira Marques. O melhor, o mais bonito. O Maior de todos. Porque é aquele onde se respira o crescimento da escrita, a paz de quem chegou a casa. Onde se reencontra o Homem grande.
Este é o mais bonito de todos, um objecto estético, nas palavras do Rui Pereira. Perfeito nos ínfimos pormenores, na combinação sublime dos desenhos inéditos de Jorge Vieira com as frases que exaltam o Amor.
Mais do que de Poesia, este é um livro de Amor. Que se lê assim:
Este é o livro que consagra Carreira Marques. O melhor, o mais bonito. O Maior de todos. Porque é aquele onde se respira o crescimento da escrita, a paz de quem chegou a casa. Onde se reencontra o Homem grande.
Este é o mais bonito de todos, um objecto estético, nas palavras do Rui Pereira. Perfeito nos ínfimos pormenores, na combinação sublime dos desenhos inéditos de Jorge Vieira com as frases que exaltam o Amor.
Mais do que de Poesia, este é um livro de Amor. Que se lê assim:
Ao olhar-te, assim, a dormir
cabelos negros soltos no rosto,
aprendo a paz e a alegria
deste suave amanhecer.
Atento ao traço dos teus lábios
sonho a ternura do primeiro beijo
matinal e perfeito
sem fúria nem relâmpagos.
Componho-te o cabelo revolto
suavemente para não acordares
e ficar suspenso do teu leve respirar.
Estás aqui dentro da minha paz,
do meu orgulho e da minha vontade
e nada existe lá fora.
A minha contemplação está em ti,
no que tu és e como chegaste;
pássaro errante como eu
na busca do amor perfeito
que sabíamos estar algures.
É profunda a alegria de te ter
na estrela em que nos encontramos,
protegidos da solidão
que já não temos.
(um dos poemas escolhidos por Carlos Brito, ex-deputado da AR, escritor e poeta, convidado pelo autor para apresentar a obra)

Comentários
E fiqui chêa de invejinha, porque tu foste e eu não, porque tu já tens o livro e eu não, porque ele te deu esse livro e.... EU?
Só falhei esta.
Dêxa amiga, mesmo não tendo estado lá, o que importa é que se sabe que estiveste. A Amizade tem dessas coisas.