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É um*

daqueles sons que se tranformam em sensações puramente físicas. Daquelas sensações em que parece que deixamos de ser pessoa para passarmos a ser pássaro. E nos faz deixamos para trás o chão que nos segura para abraçarmos o céu que nos liberta.
A música de intervenção torna mais livres aos que a cantam e àqueles que a escutam. Porque fala de esperança. E nos lembra dos sítios onde ela quase não existe apesar de por lá nunca morrer. Porque por ela e com ela há povos que se unem e forças que se conquistam sabe-se lá vindas de onde. E valores que se exaltam. A solidariedade, a justiça, a fraternidade, o amor pelas causas, a lealdade a uma pátria que é nossa, que nos pertence e onde pertencemos, a liberdade.
Ouvir isto arrepia-me, enche-me o peito de afectos e embarga-me a voz. Com o nó na garganta dos que sabem o que é lutar e vencer mas também perder quem já lutou e venceu muito antes de nós. Com a saudade e o respeito por esses que nos ensinaram a não vergar, a não capitular nunca, a continuar sempre, sempre. Em frente.
Unidos.







*agradecendo à Isabel pela grata inspiração que ela terá ido, por sua vez, buscar aos Cinco Dias.

Comentários

XICA disse…
Hoje foi a minha vez de sair daqui com a lágrima no olho. LINDO, simplesmente LINDO, o texto. Gosto de te saber assim, atenta e sem perder a sensibilidade que te caracteriza.
Mar disse…
Obrigada amiga. Pena que parece que esse sentimento não tocou assim mais ninguém.
Deixa-nos um pouco descrentes...
cereja disse…
Belo texto para acompanhar um vídeo emocionante.
Arrepia sempre, mesmo tantos anos depois. É que há emoções que, felizmente, nunca envelhecem!
Mar disse…
Olá Emiéle, sabia que aparecerias tu que és quem mais assinala este mês com o sentimento que refiro ali em cima. :-)
É isso, a emoção de se ser livre não tem idade.
cereja disse…
Sabes Mar, para além de tudo, eu nasci em 25 de Abril :D
Foi, como calculas, a melhor prenda de anos possível!
Mar disse…
Ena!! Claro que calculo! Os meus parabéns pelo facto em si. :-)
Mazdak disse…
arrepiante...
Mar disse…
Sem palavras de cada vez que ouço, como se fosse a primeira, tornou-se a canção oficial do Ponto.

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