melhor na sombra. Em busca de um pouco de silêncio, volto a esta velha casa, tantos anos ponto de encontro de anónimos, sem amarras, sem nós. É dificil escrever sobre o medo num local onde se reúnem filhos, irmãos, amigos com rosto, uns mais outros menos, quase nenhuns verdadeiros, quase todos voyers àvidos de vidas que não sejam a sua, sobretudo se houver sangue. Sao salas ruidosas e cheias de tudo, música em loop, filmes da vida real e muita ficção, conversas cruzadas de quem só pede um pouco de atenção, imagens de mundos ao alcance de poucos, quanto mais exótico melhor. São espaços abertos, imensos, demasiado amplos, sem horizonte à vista, cheios de gente aos encontrões, como migantes perdidos em busca de um chão. Andamos por ali, uns e outros, deambulando em scroll, todos conhecidos, todos atores de um teatro que não baixa nunca o pano. E sem espaço para parar, cansados, sem sermos ouvidos, percebemos que só precisamos de um pouco de silêncio. De abrir de novo a represa e...
Comentários
Claro que há muita palermice, mas há coisas preciosas.
(este tenho-o guardado para o dia; nem sei se o deixei também no ano passado...)
Aqui fica o registo do meu descontentamento!
Eu quando descobri este vídeo, pensei mesmo cá para mim que esta invenção do Youtube é uma preciosidade. De que outra forma teríamos acesso a visionar momentos como este, esquecidos nos arquivos das estações de televisão?
Que bom que atravessaste o oceano...Estava a cata dos meus amigos portugas para dar-lhes nomes especiais no sítio dos links...E já estou a preparar um pra tí, bem rapidamente.
Depois te procuras por lá...
Beijãozão.