melhor na sombra. Em busca de um pouco de silêncio, volto a esta velha casa, tantos anos ponto de encontro de anónimos, sem amarras, sem nós. É dificil escrever sobre o medo num local onde se reúnem filhos, irmãos, amigos com rosto, uns mais outros menos, quase nenhuns verdadeiros, quase todos voyers àvidos de vidas que não sejam a sua, sobretudo se houver sangue. Sao salas ruidosas e cheias de tudo, música em loop, filmes da vida real e muita ficção, conversas cruzadas de quem só pede um pouco de atenção, imagens de mundos ao alcance de poucos, quanto mais exótico melhor. São espaços abertos, imensos, demasiado amplos, sem horizonte à vista, cheios de gente aos encontrões, como migantes perdidos em busca de um chão. Andamos por ali, uns e outros, deambulando em scroll, todos conhecidos, todos atores de um teatro que não baixa nunca o pano. E sem espaço para parar, cansados, sem sermos ouvidos, percebemos que só precisamos de um pouco de silêncio. De abrir de novo a represa e...
Comentários
O comentário de cima era meu e foi de facto "removido" porque como cá em casa há mais pessoas a usar este pc e com gmails, o que escrevi entrou assinado por outra pessoa!!!
Bom mas vou tentar reconstituir o que disse:
Primeiro, estranhei que as fotos fossem da tua terra. Se calhar não é, mas se ela está agora assim tenho mesmo de dar um passeio até lá que as minhas recordações não correspondem nadinha a essas imagens! Ando super-desactualizada-, aí dezenas de anos, se calhar...
Segundo, confirmei que devemos aproveitar enquanto "eles" (e elas) ainda querem passar os fins-de-semana connosco. São sempre uns excelentes fins-de-semana!
E quanto a "ele/as", é isso, mal damos conta e já querem ir é passar os fins de semana fora e festivais de verão e tal)