Ficamos reféns do tempo, o tempo que nos tolhe. Somos passageiros dos dias que nunca voltam atrás e andamos para a frente, sempre em frente. Seguimos pela estrada onde cabe a nossa vida, na mesma direcção dos ponteiros do relógio e, se paramos nem por isso o recuperamos. Ao tempo, que nos consome. Damos corda aos sapatos para não perder a viagem e vamos acumulando bagagem. Caixas cheias de afectos, envelopes pequenos para as mágoas, malas atulhadas de risos e as lágrimas em bolsas herméticas de plástico. Perdemos coisas pelo caminho, algumas que encontramos depois, quando já não havia esperança de algum dia as recuperar. E descobrimos outras, ao virar da esquina de mais um dia que antecipávamos igual aos demais.
É nessas alturas, nessas apenas e em mais nenhumas que, enfim, ele pára. O Tempo.
É nessas alturas, nessas apenas e em mais nenhumas que, enfim, ele pára. O Tempo.

Comentários
Bem vinda de volta, prosadora.
:-) mas sabem bem essas boas vindas na mesma.
Um abraço.
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E quem não precisa, ciranda? Não é fácil mas, de quando em quando acontecem desses dias. Boa sorte amiga. :-)
:-)))))
Mas era só mesmo eu a meter-me com o shark, nem estou assiiiiiiiiim tãoooooooooo interessada no Dali, para dizer a verdade :-)