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Somos

solidários com quem achamos que nos merece solidariedade. Porque é alguém de quem gostamos, porque é alguém que até nem conhecemos mas está estendido no chão a ser espancado, porque é alguém que nos pede uma moeda, de braço estendido e fome no olhar, por um mundo de razões.
Devíamos ser sempre solidários por esses motivos e outros assim parecidos, tantos que não cabem num post humilde de um humilde bloguinho como o meu.
Mas não.
Muitas vezes aparecemos solidários por pirraça, apenas para contrariar uma idéia que até fomos os primeiros a subscrever e não há assim tanto tempo quanto isso. Para marcar o lado da barricada em que nos encontramos e assinalar que esse é mesmo oposto àquele para onde remetemos outrém. Esse outrém que até sempre esteve no mesmo que nós - o lado, até que no meio das brincadeiras, um dia, nos deitou a língua de fora e amuámos.

O ser humano é mesmo bué da coerente. E é um fascínio de observar.

Comentários

cereja disse…
Ai Mar, que razão tens!
«Muitas vezes aparecemos solidários por espirrar, apenas para contrariar uma ideia que até fomos os primeiros a subscrever e não há assim tanto tempo quanto isso»
Quem não teve essa experiência...?
Os nossos afectos têm a força de um tsunami!
Mar disse…
LOL Emiéle, és mesmo única...o teu "espirrar" corresponde ao meu "pirraça" mas acho que a malta percebeu a idéia. ;-)))

De resto é mesmo como dizes, agimos mesmo em função dos afectos e "desafectos", nada a fazer.
cereja disse…
:))))
Olha que a desculpa parece esfarrapada, mas é verdadeira, aquilo foi maldade do corrector ortográfico, devo ter escrito mal o pirraça, e ele corrigiu sem me perguntar nada. Acontece. Muitas vezes noto, mas desta nem isso...
Mas percebeu-se, que é o importante. Eu até tinha posto entre aspas e tudo...
;) Contudo quis deixar o comentário por me identificar muito com o que dizes. Até eu, que procuro ser isenta, muitas vezes oiço coisas e se vem de alguém de quem não gosto fico à procura da 'ratoeira' que a ideia deve trazer...
Mar disse…
É mesmo assim, Emiéle, se calhar faz parte do genoma humano...mas podemos sempre tentar modificar os nossos comportamentos quando os avaliamos como menos correctos, certo?

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