
foi dia de praça cheia, casa nossa. De todos quantos, esta tarde, partilharam castanhas e copos de tinto e música e bailarico, os que mais precisavam, sem limite. Do arrumador de carros, ao velhote que passa os dias sentado nos degraus da igreja. Também das senhoras reformadas que ali se encontram todos os dias. E dos funcionários das várias repartições públicas concentradas naquele local. E de quem, passando, ia ficando.
A praça foi de todos. Aberta. Cheia.
Cheia de gente e cheia de fartura. Não faltou o pão para ninguém, com chouriça assada a pingar. Houve quem levasse para casa, a fome no olhar, o saquito mal disfarçado com umas quantas fatias de pão e o que mais pudesse lá caber.
E houve batata doce. E bolos e até roupa para comprar a preço de sandes com galão.
Foi dia de festa para muitos. Mais de uma centena. Mas foi dia também de ver a fome envergonhada que ainda acontece nesta cidade. Para nos fazer reflectir. E sentirmo-nos humildes. Temos tanto, incomparavelmente tanto, olhando para o que têm alguns. Que é nada, às vezes.
Foi apenas um dia, haverá outros, noutros dias, outras alturas para celebrar.
Hoje foi o S. Martinho adiantado. Para o ano há mais.
Comentários
Mesmo que as vozes de burro ecoem no céu.
Pois se gostam ou não disso não sei, agora que são aves agoirentas, lá isso...
Mas é como se vê, o que fala são os factos e os factos são a alegria das pessoas. Politiquices à parte. :-)
Obrigada pelo comentário.
E é o que fazemos, na autarquia, com mais de 50 entidades parceiras, apesar de todos os burros a zurrar.
Os que lá estão, no terreno, dão o seu melhor e depois veem as coisas acontecer e o retorno das pessoas, esses sim é que têm autoridade para falar.
E se sentirem realizados. Como foi o caso.
Obrigada pelo comentário.