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A POSTA À PROVA

Se quiserem um pretexto, direi que o sistema de comentários do charco está meio esquisito outra vez. E eu tinha afirmado que viria aqui de vez em quando, pelo menos até ao dia em que a senhoria me tire a chave da porta por eu chegar fora de horas ou assim.
Mais, dou dois (pretextos, claro).

A Mar, apesar de constantemente surpreendida pelos meus ziguezagues de esqualo, continua a apreciar uma surpresa das minhas. E eu sei que ela não estava a contar com esta posta noctívaga.
E eu também não, mas cultivo o meu carácter imprevisível com estas suas (minhas) pequenas manifestações.

Ainda vou à terceira (razão). A dona do tasco prometeu um post sério na caixa de comentários do anterior. E eu sei que ela não brinca em serviço, pelo que andará nesta altura a cozinhá-lo até o apurar melhor do que após uma semana em vinha d’alhos.
Corremos assim o risco, nós leitores frequentes, de enjoarmos a capa da revista abaixo reproduzida. Seria injusto para a publicação (falo desta, que a outra não visitei).

E já que aqui estou deixo umas palavrinhas de estímulo a quem tão bem me acolhe quando preciso de abancar a tola num coral ou num cardume de sardinhas ou de atuns.
Sim, para quem bloga onde eu blogo, esta plataforma estrangeira é um descanso. Os comentários entram na boa, as postas idem idem e o espírito aventureiro da senhora da casa até me permite o acesso à versão beta xpto desta maravilha da tecnologia blogueira.
Dá vontade de publicar.

E publique-se então.

Esta é a segunda casa do tubarão e contra isso, batatas. Ou seja, a todo o instante “Sharks may be present” e isso nem constitui novidade de monta para quem possui um zilião de gerações de antepassados nascidos e criados no seu (no meu) elemento natural.
Até que a barbatana (ou a porrada da senhoria) me doa, posso sempre vir aqui entreter a malta e refrescar as vossas vistas com uma posta fresquinha.
Sou fresco, eu, e a Mar pode confirmar tal pressuposto.

E venho subscrever a cena do mundo ao contrário, do avesso ou mesmo (e sobretudo) de pernas para o ar. Pior não ficaria. Dou exemplos: haveria praias próprias para a malta vestida (chocante); os street racers que infernizam a existência de quem mora perto da Ponte Vasco da Gama disputariam provas de lentidão (o meu Citroen 2 CV de 1985 todo artilhado tem muito menos cavalos do que o teu Carocha do tempo da maria-cachucha); os pelintras praticavam caridade ajudando os ricalhaços a estoirarem as suas fortunas que os reduziam aos guetos (condomínios privados e tal) produzidos por uma sociedade desapiedada que os condenava ao ostracismo.

E depois havia a questão da relação invertida entre homens e mulheres, a atitude perante o sexo e assim.

Mas isso já é uma matéria que o meu contrato de arrendamento não permite abordar aqui sem pedir licença à chefa. Fica no ar como um exercício interessante numa próxima posta.

Desculpem esta arremetida imprevista.
As minhas são assim…

Sharkinho

Comentários

Mar disse…
Olha, olha, o inquilino desaparecido...e fresquinho, logo pela manhã ;-)

Ganda investida, pá, ainda por cima com soluções para a criação do novo mundo do avesso que me agradam bué..a dos pelintras e assim (pensavam que era a do sexo?? malandros).

Gostei da surpresa.
(e o tema sexo é absolutamente autorizado por aqui (desde que sejas tu a escrever sobre ele)
shark disse…
Não abras a caixinha de pandora, ò dona do tasco. Sabes que eu e o sexo escrito, enfim... :)
Ainda bem que gostaste. Enquanto eu tiver a chave, virei cá dar uma mãozinha quando te vir atrapalhada para postar.
Beijos.
Mar disse…
É que tou mesmo. Orçamentos e PA tásaber? Uma nóia.

(as más linguas vão logo dizer que estou aqui a responder a comentários ó pra mim tão preocupada trálará, e vai mais 16.759euros práli...)

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