acabamos por nos tornar indefectíveis.
Queremos estar sempre lá, marcar presença. Sermos os primeiros.
Sentimos como importante que nos pressintam a passagem, nem que ao de leve, um aroma suave que perdura pelo ar, sem se conseguir identificar claramente de onde provém. Noutras vezes não, aí abancamos, eis-me aqui, quero dizer que estou e voltarei. Sem margem para dúvida.
E sem razão aparente.
Poderíamos inventariar muitas. As razões. Mas seria apenas um julgamento ao acaso porque nada nos mandata para explicar comportamentos. Nem os nossos, quanto mais os alheios.
Mas o facto de a razão não ser aparente, ou ser difícilmente identificável não implica que ela não exista. Existe. Há sempre uma razão. Esse é um facto incontestável.
Mesmo que seja uma razão que a razão desconhece.
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