Acordar tarde. Deambular pela casa na penumbra das persianas corridas, fresca, silenciosa. Almoçar fruta, figos, manga e pão escuro, de centeio, com manteiga light.
Pôr a leitura em dia, esticada no sofá, ainda na semi-penumbra da sala. Dormitar de novo, eventualmente. Beber litros de água. Fazer uma leitura rápida pelos blogues de estimação e comentar uns poucos. Decidir se arranco para a piscina mais próxima ou se dou uma volta ao litoral alentejano, enquanto tomo um café forte na esplanada do costume. Ou se não faço nem uma coisa nem outra e pego nos putos para ir jantar fora (fora mesmo, desta cidade) enquanto aproveitamos para ver os campos ao fim do dia, e explicar aquelas coisas que só se explicam quando olhos curiosos olham para um vitelinho bébé a mamar, para o cão a encaminhar o rebanho com mordidas mansas na cauda das ovelhas.
Conduzir na frescura da noite, com os vidros abertos, devagar, no rádio "Pasión", do Rodrigo Leão, a induzir lembranças intensas e um sorriso. Parar o carro e deixar que o imenso manto de estrelas se apodere de nós, seres microscópicos naquele Universo e nos guarde, até ao próximo nascer do sol.
*
Se eu estivesse permanentemente de férias, desconfio que não envelheceria.
Pôr a leitura em dia, esticada no sofá, ainda na semi-penumbra da sala. Dormitar de novo, eventualmente. Beber litros de água. Fazer uma leitura rápida pelos blogues de estimação e comentar uns poucos. Decidir se arranco para a piscina mais próxima ou se dou uma volta ao litoral alentejano, enquanto tomo um café forte na esplanada do costume. Ou se não faço nem uma coisa nem outra e pego nos putos para ir jantar fora (fora mesmo, desta cidade) enquanto aproveitamos para ver os campos ao fim do dia, e explicar aquelas coisas que só se explicam quando olhos curiosos olham para um vitelinho bébé a mamar, para o cão a encaminhar o rebanho com mordidas mansas na cauda das ovelhas.
Conduzir na frescura da noite, com os vidros abertos, devagar, no rádio "Pasión", do Rodrigo Leão, a induzir lembranças intensas e um sorriso. Parar o carro e deixar que o imenso manto de estrelas se apodere de nós, seres microscópicos naquele Universo e nos guarde, até ao próximo nascer do sol.
*Se eu estivesse permanentemente de férias, desconfio que não envelheceria.
Comentários
:-)*
Mas Dinamarca, Que bem! As férias mesmo às pinguinhas são óptimas, o essencial é aproveitar para fazer o que mais nos apetecer, como eu digo ali em cima.
Beijos grandes para ti Mar e goza mais um pouco por mim esse descanso.
O meu tá quase a acabar, retomo já na segunda...grr.... ;-))
Esse sistema deve ser óptimo apesar da dificuldade de adaptação na volta. Mas que também se ultrapassa com uns dias mais de "ronha" e parecendo estar ainda noutra dimensão, não é?. :-)