É meia-noite e do chão desprendem-se espirais de calor, espessas, palpáveis. Sobem até aos andares superiores como serpentes que se colam às superfícies, as paredes, as escadas, a nossa pele.
Existimos quase em modo stand by, tentando não produzir mais energia do que a absolutamente indispensável ao suave movimento de respirar.
Na minha mente sucedem-se as imagens de cascatas, rios alucinados por entre escarpas abruptas, estalactites gotejantes...para constatar que são apenas gotas de suor a percorrer-me o pescoço.
Desconfio que há um vulcão prestes a entrar em erupção debaixo do asfalto onde tenho o meu carro estacionado.
Na minha mente sucedem-se as imagens de cascatas, rios alucinados por entre escarpas abruptas, estalactites gotejantes...para constatar que são apenas gotas de suor a percorrer-me o pescoço.
Desconfio que há um vulcão prestes a entrar em erupção debaixo do asfalto onde tenho o meu carro estacionado.
Comentários
(Pensava que a mulher do volcano era a...a... Agora com a vossa conversa varreu-se-me.)
Mar.. calor tropical é mais fácil de suportar, sim, mas o frio judia-nos...Um dos meu amigos portugueses rí muito quando me queixo do frio de 14 ou 15 graus...diz-me que não sei de nada! lol..Bj, querida!
que cabeças aguadas criaturas!
etás a esquecer-te dos 47 que fizeram há 3 anos aí mulher
olha que eu lembro-me bem, pois ficava com as solas das sapatilhas presas no alcatrão...sem falar no must que era entrar num carro cuja temperatura marcava 54!!
ai...ai...que bem que aqui se está Adelaide...
Pois foi, 47 na Amareleja, claro que "oficialmente", porque na verdade deviam estar uns 50º.
A minha terra é assim...
;-)
;-)
(nascida e criada aí 40 anos)
Tens razão. Não poderia ser de outra forma. Há um je ne sais quoi que nos atrai para pessoas que se expressam de forma semelhante a nós. Tem que haver alguma raiz comum.