melhor na sombra. Em busca de um pouco de silêncio, volto a esta velha casa, tantos anos ponto de encontro de anónimos, sem amarras, sem nós. É dificil escrever sobre o medo num local onde se reúnem filhos, irmãos, amigos com rosto, uns mais outros menos, quase nenhuns verdadeiros, quase todos voyers àvidos de vidas que não sejam a sua, sobretudo se houver sangue. Sao salas ruidosas e cheias de tudo, música em loop, filmes da vida real e muita ficção, conversas cruzadas de quem só pede um pouco de atenção, imagens de mundos ao alcance de poucos, quanto mais exótico melhor. São espaços abertos, imensos, demasiado amplos, sem horizonte à vista, cheios de gente aos encontrões, como migantes perdidos em busca de um chão. Andamos por ali, uns e outros, deambulando em scroll, todos conhecidos, todos atores de um teatro que não baixa nunca o pano. E sem espaço para parar, cansados, sem sermos ouvidos, percebemos que só precisamos de um pouco de silêncio. De abrir de novo a represa e...
Comentários
(desculpe se não limpei os pés antes de entrar e se o fiz sem pedir licença)
Disse lá para baixo que deixaria de lhes passar cartuxo na blogosfera tal como faço lá fora. São pessoas que me merecem apenas desprezo e mudo de passeio se os encontro.
Virem aqui só demonstra que estão muito desesperados e nem sei bem porquê (dona mad, falar de gajos casados..seriam polícias ou agentes de seguros que você tão bem conhece?)
Quanto ao senhor nikinho só lhe respondo que tenho a página da revista Sábado que atesta o seu extraordinário carácter e conheço bem o dono da casa de móveis que teve que lhe ir lá a casa buscá-los...
Mas não alimento conversas com os senhores. Foi o tempo de antena que tiveram, se insistem na figurinha de aqui vir, ou vão c'os porcos ou ficam a servir de alimento para peixes. Esta é a minha casa e não os quero cá. Andor!
E agora, descanse em paz, que não voltarei aqui. Você não merece que gaste os meus gigabites consigo.
Então bute lá, tudo ao molho que é para não perder muito tempo:
-Pois é, o dos seguros foi um dos que te deu tampa, viu qual era o teu tipo e fugiu, tinha-me esquecido.
Não te calo nem quero, filha, agora que falas sózinha, lá isso...mas é estranho, tão ressabiadinha que estamos, deu-te a pena de eu não te falar lá fora, nem te ligar, foi?
Olha que a policia judiciária militar não lhe pareceu esquizofrenia o desfalque, mas isso fica para quando eu estiver perto de um scanner.
Agora o rico, conveniente? A mim? Deve tar enganado, que de si nunca eu precisei para nada. Só se tiver sido você de mim, para lhe dar cobertura enquanto enganavam mais um.
E as coisas antigas, tiro se e o que quiser que o que fiz não costumo ter necessidade de tapar a seguir.
Fim de papo que eu até estou de férias e tudo trálará.
Leia tudo muito bem e não se fique pelas revistas. Peça a ajuda dos serviços do seu partido, que estão bem habituados em revolver a vida alheia e eles certamente que terão aquilo que você não quis ler.Olhe, e se eu entender que me está a acusar de alguma coisa, aí teremos que tratar do assunto noutras instâncias.
E tome cuidado, dona Mar, porque os telhados de vidro podem cair-lhe em cima. Garanto-lhe que podem.
Estou habituado às suas jogadas por baixo da mesa e à sua fidelidade à hipocrisia. Quero ver se não volto aqui, mas se tiver que ser....também estou de férias.
Gosto muito de telhados, hei-de começar uma série sobre isso.