a casa, depois de uns dias fora, é como reaver um pedacinho de nós que ficou guardado à espera de se juntar ao conjunto de novo.
Gosto da forma como tudo encaixa num lugar certo, como uma peça de um puzzle que se completa aos poucos. Desfaço uma mala e cada objecto tem o seu lugar, as escovas de dentes no copo respectivo, os cremes no cesto junto ao espelho, colares na taça de vidro sobre a cómoda, perfumes na prateleira da casa-de-banho.
Depois há as coisas novas, compradas nos locais por onde se passa, um livro a tomar lugar na estante olhem apresento-vos este novo amigo, agora é um de vós, recebam-no com carinho ao lado dos outros todos, um boneco em terracota para a frente da lareira. São componentes novos, trazidos de fora para se agregar ao todo ora encosta aí para o lado um bocadinho só, vá, faz mais um espacinho, ora aí está! até dele serem parte integrante e indissociável tal como os que já existiam, vindos de tempos passados.
Desfaço outra mala e as roupas vão direitinhas para a máquina, dose extra de amaciador. É confortável o ruído da máquina a lavar, no silêncio da noite. Como se fosse uma declaração de chegada, aqui estamos, reclamamos de novo o nosso espaço, desenganem-se se acharam que se livravam de nós. Eis que está espetada a bandeira no solo que conquistei por direito e mérito próprios.
É quando regresso de fora e me aproprio das minhas coisas, que recupero a minha identidade ah cá estás tu, como foram estes dias aí quieta à espera que eu te vestisse de novo? e reencontro a vida de que gosto.
Gosto da forma como tudo encaixa num lugar certo, como uma peça de um puzzle que se completa aos poucos. Desfaço uma mala e cada objecto tem o seu lugar, as escovas de dentes no copo respectivo, os cremes no cesto junto ao espelho, colares na taça de vidro sobre a cómoda, perfumes na prateleira da casa-de-banho.
Depois há as coisas novas, compradas nos locais por onde se passa, um livro a tomar lugar na estante olhem apresento-vos este novo amigo, agora é um de vós, recebam-no com carinho ao lado dos outros todos, um boneco em terracota para a frente da lareira. São componentes novos, trazidos de fora para se agregar ao todo ora encosta aí para o lado um bocadinho só, vá, faz mais um espacinho, ora aí está! até dele serem parte integrante e indissociável tal como os que já existiam, vindos de tempos passados.
Desfaço outra mala e as roupas vão direitinhas para a máquina, dose extra de amaciador. É confortável o ruído da máquina a lavar, no silêncio da noite. Como se fosse uma declaração de chegada, aqui estamos, reclamamos de novo o nosso espaço, desenganem-se se acharam que se livravam de nós. Eis que está espetada a bandeira no solo que conquistei por direito e mérito próprios.
É quando regresso de fora e me aproprio das minhas coisas, que recupero a minha identidade ah cá estás tu, como foram estes dias aí quieta à espera que eu te vestisse de novo? e reencontro a vida de que gosto.
Comentários
:-)
Ah é tão bom voltar ao lar!
O que disse foi isso mesmo, nós apropriamo-nos dos nossos espaços, de diferentes formas, somos "eus" diferentes, de acordo com as características que imprimimos aos locais que ocupamos. E depois, quando voltamos de fora, o reencontro com essas nossas identidades é mesmo bom! :-)