o Primeiro de muitos ou aquele que será o Último. Um dia que fica, um dia que se esvai. Para o amor e para a guerra, há um dia. Para a sorte e o azar. Um dia para o fim e um outro para o princípio, o primeiríssimo de todos, o que era o Verbo e mais todos aqueles que se lhe hão-de seguir. Muitos. Porque há sempre príncipios que se iniciam, inocentes e impolutos, nem que seja a cada novo raiar do sol. Mas há um dia. Aquele que marca, decisivo, determinante. Que nunca se esquece, que o tempo não mais há-de apagar. O tal que muda, muito ou pouco, tudo ou quase nada mas muda. É quando deixamos de dizer que temos que fazer para fazermos de facto. Quando se deixam de lado a vontade e a intenção, a revolta ou a resignação, se passa da resolução à efectiva acção. Tal como para Ipiranga, para cada um de nós há um dia. Ou haverá tantos.
Já tive muitos mas agora o meu está quase, quase a chegar.
Comentários
E obrigada pelo comentário, bem vinda.