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Emprestaram-me um livro

e quando isso acontece creio que podemos, oficialmente, considerar-nos amigos dessa pessoa para toda a vida. No mínimo.



"(...) e depois a mamã comprou-me um estojo que parece um estojo de revólver, mas, em vez de revólver tem um apara-lápis que parece um avião, uma borracha que parece um rato, um lápis que parece uma flauta, e um monte de coisas que parecem outras coisas, e com tudo isto vamos concerteza fazer palhaçadas nas aulas."

in
, o Regresso do Menino Nicolau, de Goscinny e Sempé.
Quando fôr grande, quero saber escrever assim.


*a imagem foi tirada daqui.

Comentários

Susete Evaristo disse…
Podes crer um livro é um bem tão precioso que só aos amigos, amigos que os devolvem se devem emprestar.
Eu tenho sempre muito cuidado ao emprestar e mesmo assim já comprei livros em duplicado por ter ficado sem eles.
Por outro lado, evito pedir livros emprestado, mas isso é pela mania que tenho de deixar escritas nas suas margens as sensações sentidas na leitura. É que passado algum tempo quando os volto a ler gosto de saber se o que sento é o mesmo que das outras vezes. Mas devolvo sempre, aliás se gosto da leitura até os devolvo antes de terminar pois não resisto a comprar um para mim.
Mar disse…
Mas tu és mesmo única, melhér!...

E este livro, sabes, este livro em particular, é muito muito muito especial.
Anónimo disse…
Os livros são nossos amigos... Bonita passagem. Kiss
Mar disse…
Os livros são vida em estado puro amigo. Tem outras, absolutamente deliciosas. :-)
Anónimo disse…
Depende Mar. Imagina que o livro de chama: 21 maneiras de matar uma tonta que aceita livros de desconhecidos. rsrrsrsrss
Mar disse…
Só que a tonta apenas aceita livros de quem conhece. De toda a vida.
Susete Evaristo disse…
Pois eu aceitei dois caixotes e um saco cheio de livros de um perfeito desconhecido que me telefonou, a oferecer os livros que perteceram a sua mãe.
Antes tinha contactado Juntas de Freguesia, Bibliotecas Camarárias e outras instituições que não quizeram aceitar.
Foi por acaso que vendo o Blogue da Associação de Moradores a que pertenço, me telefonou.
Claro que aceitei com as duas mãos e com um muito obrigado do tamanho do mundo.
Logo eu que tanto gosto de ler e minha Associação ficou mais rica pois não é todos os dias que se recebem mais de com livros.
Mar disse…
Nesse caso eu tamb+em aceitaria susete. Aliás, a minha resposta anterior foi apenas uma metáfora.. ;-)

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