e quando isso acontece creio que podemos, oficialmente, considerar-nos amigos dessa pessoa para toda a vida. No mínimo.

"(...) e depois a mamã comprou-me um estojo que parece um estojo de revólver, mas, em vez de revólver tem um apara-lápis que parece um avião, uma borracha que parece um rato, um lápis que parece uma flauta, e um monte de coisas que parecem outras coisas, e com tudo isto vamos concerteza fazer palhaçadas nas aulas."

"(...) e depois a mamã comprou-me um estojo que parece um estojo de revólver, mas, em vez de revólver tem um apara-lápis que parece um avião, uma borracha que parece um rato, um lápis que parece uma flauta, e um monte de coisas que parecem outras coisas, e com tudo isto vamos concerteza fazer palhaçadas nas aulas."
in, o Regresso do Menino Nicolau, de Goscinny e Sempé.
Quando fôr grande, quero saber escrever assim.
*a imagem foi tirada daqui.
Comentários
Eu tenho sempre muito cuidado ao emprestar e mesmo assim já comprei livros em duplicado por ter ficado sem eles.
Por outro lado, evito pedir livros emprestado, mas isso é pela mania que tenho de deixar escritas nas suas margens as sensações sentidas na leitura. É que passado algum tempo quando os volto a ler gosto de saber se o que sento é o mesmo que das outras vezes. Mas devolvo sempre, aliás se gosto da leitura até os devolvo antes de terminar pois não resisto a comprar um para mim.
E este livro, sabes, este livro em particular, é muito muito muito especial.
Antes tinha contactado Juntas de Freguesia, Bibliotecas Camarárias e outras instituições que não quizeram aceitar.
Foi por acaso que vendo o Blogue da Associação de Moradores a que pertenço, me telefonou.
Claro que aceitei com as duas mãos e com um muito obrigado do tamanho do mundo.
Logo eu que tanto gosto de ler e minha Associação ficou mais rica pois não é todos os dias que se recebem mais de com livros.