A Festa do "Avante!" decorreu nos passados dias 5 a 7. Nos três dias exactamente anteriores, a RTP, estação publica, transmitiu de rajada no seu segundo canal os três episódios de uma espécie de mini-série documental produzida na Alemanha em 2005 com o saboroso e didáctico título de "Comunismo - o Fim de uma ilusão".
Poderá dizer-se, decerto, que o fez nesses três dias em consequência apenas de um curioso acaso (LOL). Poderá dizer-se, mas será então difícil encontrar alguém que acredite na explicação (a não ser aqueles tótos armados em espertos que querem deitar areia para os olhos dos outros, os quais já os toparam a léguas facto que a sua estupidez ainda não lhes permitiu enxergar). Na verdade, qualquer sujeito minimamente perspicaz ou até abaixo disso entenderá que a suposta coincidência não mascara a intenção de ministrar a pelo menos alguns milhares de telespectadores uma espécie de vacina capaz de reforçar o vírus anticomunista cuja existência é aliás objecto de abundantes e permanentes desvelos por parte da RTP em todos os seus canais (...).
Correia da Fonseca, crítico de televisão, in Alentejo Popular, o bold é meu.
Haja homens assim, cada vez mais homens assim, inteligentes e honestos, cultos, que consigam, com lucidez e serenidade, desmontar os embustes. O resto do texto é tão claro e luminoso a denunciar a falsidade e manipulação que se faz da História, quanto este excerto. Mas o mais importante, ainda, é que termina assim:
(...)E, finalmente, que sempre a opressão será geradora do desejo de construir sociedades justas. O que garante a sobrevivência do projecto comunista.
Poderá dizer-se, decerto, que o fez nesses três dias em consequência apenas de um curioso acaso (LOL). Poderá dizer-se, mas será então difícil encontrar alguém que acredite na explicação (a não ser aqueles tótos armados em espertos que querem deitar areia para os olhos dos outros, os quais já os toparam a léguas facto que a sua estupidez ainda não lhes permitiu enxergar). Na verdade, qualquer sujeito minimamente perspicaz ou até abaixo disso entenderá que a suposta coincidência não mascara a intenção de ministrar a pelo menos alguns milhares de telespectadores uma espécie de vacina capaz de reforçar o vírus anticomunista cuja existência é aliás objecto de abundantes e permanentes desvelos por parte da RTP em todos os seus canais (...).
Correia da Fonseca, crítico de televisão, in Alentejo Popular, o bold é meu.
Haja homens assim, cada vez mais homens assim, inteligentes e honestos, cultos, que consigam, com lucidez e serenidade, desmontar os embustes. O resto do texto é tão claro e luminoso a denunciar a falsidade e manipulação que se faz da História, quanto este excerto. Mas o mais importante, ainda, é que termina assim:
(...)E, finalmente, que sempre a opressão será geradora do desejo de construir sociedades justas. O que garante a sobrevivência do projecto comunista.
Comentários
Magnífico artigo.
Kiss
Beijinhos
Em segundo, a minha resposta/sem provocação:
Não.
Na minha perspectiva, não devemos criticar. Porque, um jornal independente, como refere, é livre de, dentro da sua linha editorial, dar destaque ao que bem entender. "Independente" é isso mesmo, não ceder a pressões de donos como é o caso da TV nacional.
Assim, uma Festa partidária onde a Região, tem uma participação, pode ser destacada nas páginas desse jornal.
QUALQUER festa partidária, bem entendido. É assim que penso.
E, por último, a crítica do Correia da Fonseca e a minha, por inerência, vai contra o facto de a RTP, canal público ter tentado, mais uma vez, "desinformar", manipular, com a tal mini-série, na altura em que foi passada.