Avançar para o conteúdo principal

Bem sei

que se trata de uma espécie de terapia de substituição, um copo de plástico com um comprimido de metadona lá no fundo que aplaca a ânsia de substâncias mais fortes. Reconheço a forma de dar a volta ao que não tem volta, a aceitação do que não se alcança, o adormecimento de uma vontade.
Enquanto mudo cores e formas e introduzo pombas e joaninhas no template não escrevo e, não escrevendo, esqueço aos poucos a sensação de euforia, os momentos de ressaca, a angústia de escrever outra vez e outra e outra e mais outra.
Vão ver, não tarda estou como nova.

Comentários

XICA disse…
Este post pra mim constitui um apelo à introspecção, amiga, mas é fico chêa de bortoêja, nã posso ver nenguém de monco caído, prontes, fica lá quéta atão, mas mesmo que seja sózinha, sorri lá por favor.
Fêtio dum c..., este meu, bem tento nã me meter, mazátão!
Mar disse…
Nã é nada amiga, era só a gozar comigo própria...é que eu nã me apetece munto escrever e por isso ando brincando com os bonecos prontes. :-))
cereja disse…
E pronto!
Mas como se vê, «touras» há muitas...
Cá eu, é a escrever que me distraio. O que não quer dizer que não fique toda contente quando meto um gadjet no blog, mas o que sei fazer (sei???...) é escrever e mainada!
Anónimo disse…
não vejo é as joninhas, borboletas sim!
Su
XICA disse…
Caro anónimo se você se descuida, nem as braboletas você via, com o aceleramento que a coisa leva, é uma fracção de segundos e pronto jé tá!
Mar disse…
Que bom que é Emiéle, nunca te falta o que escrever...
Eu cá tenho fases. :-)
Mar disse…
Su, é que já cá estiveram as joaninhas mas foi logo um ai que lhes deu, como diz ali a xica...:-)

------------

Xica, o mundo pula e avança...;-)))

Mensagens populares deste blogue

Escrevo

melhor na sombra. Em busca de um pouco de silêncio, volto a esta velha casa, tantos anos ponto de encontro de anónimos, sem amarras, sem nós.  É dificil escrever sobre o medo num local onde se reúnem filhos, irmãos, amigos com rosto, uns mais outros menos, quase nenhuns verdadeiros, quase todos voyers àvidos de vidas que não sejam a sua, sobretudo se houver sangue. Sao salas ruidosas e cheias de tudo, música em loop, filmes da vida real e muita ficção, conversas cruzadas de quem só pede um pouco de atenção, imagens de mundos ao alcance de poucos, quanto mais exótico melhor. São espaços abertos, imensos, demasiado amplos, sem horizonte à vista, cheios de gente aos encontrões, como migantes perdidos em busca de um chão. Andamos por ali, uns e outros, deambulando em scroll, todos conhecidos, todos atores de um teatro que não baixa nunca o pano. E sem espaço para parar, cansados, sem sermos ouvidos, percebemos que só precisamos de um pouco de silêncio. De abrir de novo a represa e...

Esta coisa

nova eu eu descobri na minha mais recente mudança de template e que escarrapachei ali pró lado é muito útil! Eu, que apesar da minha teimosia e de aprender html à conta de muito queimar pestanas, nunca fui capaz de arranjar uma cena daquelas dos feeds ou rss's ou lá o que é e que serviria para me dizer quais os meus blogue(r)s favoritos que tinham acabado de publicar e quando. Nunca fiz a menor idéia de onde ir buscar tal coisa, se tinha que instalar software se não, se apenas teria que que aceder a um site tipo sitemeter, copiar códigos, sei lá, nunca descobri. Nem me esforcei muito, confesso. Apenas maldizia a minha sorte de cada vez que fazia mais uma ronda pelos favoritos e os descobria iguais, paraditos. Aparece agora esta funcionlidade, toda lindinha, no blogger que, diga-se em abono da verdade, tem feito algum esforço de modernização para se equiparar às outras plataformas teoricamente mais sofisticadas. E é ver, os meus favoritos todos ali ao lado, actualizados ao minuto. ...