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Será que

é possível viver demais?
No sentido de se ter começado cedo, ter crescido depressa antes do considerado "normal" para o grupo em que nos inserimos, ter experimentado tudo o que havia a experimentar, no sentido de se ter a sensação de conhecer a vida como as palmas das mãos, saber prever situações, conseguir antecipar acontecimentos, saber de antemão os desfechos possíveis para um acto.

Às vezes, tenho a sensação de que já me aconteceu a mim há séculos o que a maioria das pessoas com que me relaciono e que são mais ou menos de uma faixa etária próxima da minha, está agora a viver e a descobrir. Nesses momentos, sou aquela que é quase tão velha como Matusalém.
Noutros, não sou mais do que a criança deslumbrada que observa a areia escoar-se por entre os dedos, que tenta tocar o sol e apanhar o vento num abraço.

Comentários

Susete Evaristo disse…
Olha Mar gostaria muito de te dizer: que sentimento tão estranho, mas não eu tenho frequentemente essa estranha sensação de dejavu. Aliás não é de agora e às vezes não digo nada por medo de que me chamem louca!
Anónimo disse…
Tás mesmo com o discurso típico de quem tá mesmo precisadinha de umas horas de tubarão, gaja...

(E estás a voltar à velha forma nisto das palavrinhas, devo realçar com enorme satisfação.)
Mar disse…
"Dejavu" também tenho, por vezes, suste mas isto que digo não é bem isso é mais aquele constatar que se calahr a experiência /idade é mesmo um posto..;-)
Mar disse…
LOL! As lavagesn cerebrais da estação de serviço Sharkense comstumam fazer efeito, é um facto...

(e ainda bem que achas, amim continua a parecer-me que me esqueci de muitos dons, entre os quais esse, o da palavra) :-)
cereja disse…
Este comentário foi removido pelo autor.
cereja disse…
Nota - O comentário acima era meu e fui eu que o eliminei, porque tinha uma gralha tão idiota que o melhor era apagar tudo; cá volta, sem gralha)
Primeiro concordar com o amigo tubarão, fazia falta um post deste estilo.
Segundo, eu creio que são por vezes "velocidades diferentes". Tenho a perfeita noção de que era muito madura em idades onde hoje vejo o meu filho ou os seus amigos ainda muito 'verdes', mas também me lembro de ver o meu pai - um homem super maravilhoso - com coisas de adolescente...
E não, não sou uma chata, cheíinha de experiência, tal como (o não era ) o meu fantástico pai!
Mar disse…
Este comentário está o máximo, Emiéle, valeu a pena teres removido o anterior mesmo sem saber qual era a gralha.
é isso mesmo, o que eu queria dizer "velocidades diferentes". POr isso digo que acho que "vivi depressa", conheci bem cedo coisas da vida, vivi sózinha muito nova, enfim, coisas que amadurecem. E vejo pessoas minhas amigas que não tendo passado por nada disso parecem hoje estar a descobrir o que eu andei a fazer na fase dos 21 21 anos (ah, bela fase..);-)

Chata tu?? Quem poderia pensar uma coisa dessas? :-)
Anónimo disse…
Eu todo contente a pensar que a Emiéle ia dizer "concordo com o tubarão, do que tu precisas sei eu e são umas horitas de esqualo" e afinal... o texto e coiso...
Ninguém me compreende...
Mar disse…
Olha ele, eu a pensar que ainda andava em bolandas, todo armado aos pais babados e afinal...a atenção, hum?! :-)
Anónimo disse…
Sempre em cima do acontecimento!

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