melhor na sombra. Em busca de um pouco de silêncio, volto a esta velha casa, tantos anos ponto de encontro de anónimos, sem amarras, sem nós. É dificil escrever sobre o medo num local onde se reúnem filhos, irmãos, amigos com rosto, uns mais outros menos, quase nenhuns verdadeiros, quase todos voyers àvidos de vidas que não sejam a sua, sobretudo se houver sangue. Sao salas ruidosas e cheias de tudo, música em loop, filmes da vida real e muita ficção, conversas cruzadas de quem só pede um pouco de atenção, imagens de mundos ao alcance de poucos, quanto mais exótico melhor. São espaços abertos, imensos, demasiado amplos, sem horizonte à vista, cheios de gente aos encontrões, como migantes perdidos em busca de um chão. Andamos por ali, uns e outros, deambulando em scroll, todos conhecidos, todos atores de um teatro que não baixa nunca o pano. E sem espaço para parar, cansados, sem sermos ouvidos, percebemos que só precisamos de um pouco de silêncio. De abrir de novo a represa e...
Comentários
ao ler dos torresmos e a cabeça assada, que presumo ser de borrego até me cresceu água na boca, caramba, que amiga da onça.
E logo eu que não vou a Serpa desta vez.
(depois ando práqui a queixar-me do peneu..)
temos que ir aí é à Pedra de sal um dia destes, se vossa alteza der lecença.....;-)
E hoji andê numa cansêra aprovetê a ponti e fuimós livros ia ficando sem cacau.
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mazdak, diz q'é assim uma espécie de ristórante a dar prá tasca ou vice-versa(onde certas pessoas parecem que têm quota porque nã se tiram de lá)...dizem os entendidos claro, que eu até nem sei, sou uma mecinha caseira e recatada. :-)
E estes dois inda tã nisto?